Roberto Sánchez mantém vantagem mínima sobre Keiko Fujimori na apuração das eleições presidenciais no Peru
Roberto Sánchez lidera a apuração do segundo turno presidencial no Peru com 50,13% dos votos válidos contra 49,87% de Keiko Fujimori. O Escritório Nacional de Processos Eleitorais computou 97,8% das urnas nacionais, restando a apuração de 2,37% dos votos totais
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A apuração do segundo turno das eleições presidenciais no Peru, ocorrida no último domingo (7), mantém Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, em uma vantagem mínima sobre Keiko Fujimori, da Força Popular. Com 97,8% das urnas nacionais computadas, os dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) apontam 50,13% dos votos válidos para Sánchez contra 49,87% de Fujimori.
Quando incluídos os votos do exterior, onde a apuração atingiu 96%, a diferença torna-se ainda menor: Sánchez soma 50,05% e Keiko 49,94%. No cenário internacional, onde apenas 30,36% das urnas foram processadas, Fujimori lidera com 65,46% contra 34,54% do adversário. No território peruano, a contagem ainda está pendente nas regiões de Ucayali, Madre Dios, Loreto, Cusco e Ayacucho, embora as demais localidades já tenham finalizado a apuração, restando o envio de parte das cédulas à Justiça Eleitoral.
No total, 2,37% dos votos entre o Peru e o exterior ainda não foram apurados. Devido ao sistema de votação por cédulas de papel, a autoridade eleitoral previu que a divulgação do resultado final para os 27,33 milhões de eleitores aptos pode levar alguns dias.
A dinâmica da contagem revelou uma inversão de tendência. Logo após o encerramento da votação, às 17h de domingo, os primeiros dados divulgados pelo ONPE, por volta das 22h, mostravam Keiko Fujimori com cinco pontos percentuais de vantagem. Essa diferença caiu para menos de um ponto na manhã de segunda-feira (8) e, às 13h07, Roberto Sánchez assumiu a liderança, posição que mantém desde então.
Sánchez, que obteve 12% dos votos no primeiro turno, concentra seu apoio principalmente em áreas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos. Já Keiko Fujimori, fundadora da Força Popular em 2008 e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, soma 17,2% dos votos válidos na primeira etapa. Esta é a quarta tentativa de Fujimori à presidência, após derrotas em segundos turnos nos anos de 2011, 2016 e 2021.
O pleito de 2026 ocorreu sob forte instabilidade política, com um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O país atravessa um período de crise institucional, tendo registrado nove presidentes em uma década, apesar de os mandatos previstos serem de cinco anos. Esse cenário é acompanhado por uma desconfiança crônica da população: 90% dos peruanos demonstram pouca ou nenhuma confiança no Congresso Nacional e no governo, enquanto apenas 10% declaram satisfação com a democracia no país.