Roedor sul-americano avança por ecossistemas da Catalunha e chega a áreas próximas a Barcelona
O coipú, roedor sul-americano, expande-se pelos ecossistemas aquáticos da Catalunha, com registros nos rios Congost e Tordera e na Comunidade Valenciana. A espécie, classificada como invasora, causa a deterioração da vegetação ribeirinha e erosão de margens. A rede EXOCAT contabilizou quase 150 ocorrências anuais, com maior concentração em Girona
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O coipú (Myocastor coypus), roedor originário da América do Sul, avança pelos ecossistemas aquáticos da Catalunha, na Espanha, e já foi detectado em áreas próximas à região metropolitana de Barcelona. A presença do animal foi confirmada nos rios Congost e Tordera, sinalizando a progressão da espécie em direção ao centro urbano.
Com pelagem marrom, corpo robusto e incisivos laranjas, o animal pode pesar até 6,5 quilos. A propagação na região ocorre por duas frentes: o Vale de Arán, onde o frio limita a expansão, e o Empordà, onde o clima ameno e a oferta de alimento facilitam a proliferação. A chegada da espécie ao continente europeu está ligada ao comércio de peles, fugas de cativeiros e a migração de exemplares vindos da França.
Impactos ambientais e controle
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) posiciona o coipú entre as 100 espécies exóticas mais prejudiciais do planeta. O impacto ambiental manifesta-se na deterioração da vegetação ribeirinha e em danos a plantações, além de provocar a erosão das margens dos rios. Ao competir por território e alimento, o roedor altera a dinâmica dos ecossistemas aquáticos e ameaça a biodiversidade local.
O controle da espécie é dificultado por sua alta capacidade reprodutiva em ambientes favoráveis. A rede EXOCAT, sob coordenação do Departamento de Transição Ecológica e do Centro de Pesquisa Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF), contabilizou quase 150 registros em um único ano, com maior concentração em Girona.
Apesar das tentativas de erradicação, a expansão geográfica persiste. Além do avanço na Catalunha, já foram registrados avistamentos na Comunidade Valenciana, indicando que a infestação ultrapassou as fronteiras regionais. A detecção precoce é considerada crucial, dado que a eliminação de espécies invasoras torna-se extremamente complexa após o estabelecimento pleno no território.