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Rússia retoma ataques aéreos contra Kiev e outras oito regiões após saída de negociadores americanos

08 de Setembro de 2026 às 09:00 2 min de leitura

A Rússia bombardeou Kiev e outras oito regiões da Ucrânia com mísseis e drones nesta terça-feira (8). O ataque deixou três mortos e 16 feridos na capital, ocorrendo após a saída de negociadores dos Estados Unidos

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A Rússia retomou a ofensiva aérea contra a Ucrânia na madrugada desta terça-feira (8), com um ataque massivo que utilizou mísseis e drones para bombardear a capital, Kiev, e outras oito regiões do país. A ação ocorre imediatamente após a partida de negociadores de paz dos Estados Unidos, que estiveram na cidade para diálogos com o presidente Volodymyr Zelenskiy.

Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko confirmou a morte de três pessoas, enquanto o ministro do Interior, Ivan Vyhivskyi, contabilizou 16 feridos. A embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, descreveu a capital como um cenário de explosões e incêndios generalizados.

Contexto diplomático e a pausa nos ataques

A escalada militar sucede um intervalo de três dias em que Moscou e Kiev suspenderam os bombardeios contra suas respectivas capitais. A trégua pontual visava garantir a segurança de Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados do governo Trump, que chegaram à Ucrânia no domingo (6) após passarem por Moscou. No Kremlin, a Rússia havia sinalizado que não descartava a retomada de negociações tripartites para encerrar o conflito que já dura quatro anos e meio.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o presidente Vladimir Putin ordenou a nova ofensiva no momento em que os emissários americanos deixaram o país. Diante disso, Sybiha solicitou que os aliados intensifiquem a pressão sobre a Rússia e forneçam interceptores para mísseis balísticos, alertando que os estoques ucranianos desses armamentos estão em níveis críticos.

Detalhes da ofensiva e alvos atingidos

O presidente Zelenskiy classificou a operação como um ataque complexo, projetado para maximizar as vítimas civis. A ofensiva combinou o uso de shaheds movidos a jato, mísseis de cruzeiro, mísseis navais e mísseis balísticos — estes últimos, segundo o mandatário, são especialmente difíceis de serem interceptados.

Além da capital, a operação russa atingiu:

  • Região de Sumy: Um ataque a um trem forçou a evacuação de aproximadamente 100 pessoas.
  • Odessa: Três pessoas ficaram feridas após drones atingirem um mercado nos arredores da cidade portuária.
  • Porto de Chornomorsk: Alvo de ataques no Mar Negro.

O Ministério da Defesa da Rússia justificou a operação alegando ter atingido alvos logísticos e militares em Kiev e arredores. Antes da breve pausa para as negociações, a Rússia já havia alterado sua tática, passando a realizar ataques aéreos praticamente 24 horas por dia, utilizando drones a jato de alta velocidade.

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