Saab apresenta plano de drone de combate supersônico e furtivo para atuar com caças suecos
A Saab apresentou o programa Autonomous Collaborative Platform (ACP), projeto de drone de combate supersônico e furtivo para atuar com a frota de caças sueca. O desenvolvimento divide-se em três etapas, com o protótipo A1 previsto para operar em 15 meses e a versão final A3 entre 2030 e 2040. O sistema funcionará sob coordenação do Gripen E e do GlobalEye em missões de combate, guerra eletrônica e ataques de precisão
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A Saab apresentou o plano para o programa Autonomous Collaborative Platform (ACP), um projeto de drone de combate supersônico e furtivo desenvolvido para atuar em conjunto com a frota de caças da Suécia na próxima década. O projeto, que integra o conceito sueco para futuros aviões de combate (Koncept för Framtida Stridsflygplan - KFS), visa estabelecer um novo padrão em aeronaves colaborativas, com a promessa de desempenho superior ao programa Collaborative Combat Aircraft (CCA) dos Estados Unidos.
Estrutura de desenvolvimento e protótipos
O programa ACP é dividido em três etapas de evolução tecnológica, representadas pelas aeronaves A1, A2 e A3:
- A1: Protótipo tecnológico focado em baixa observabilidade (furtividade) para evitar detecção por radares. Equipado com o motor GE Aerospace F414 — o mesmo do caça Gripen E/F, com 22.000 libras de empuxo —, a aeronave deve iniciar operações nos próximos 15 meses, cumprindo um cronograma desafiador de 36 meses entre o conceito e o primeiro voo, solicitado pelo Ministério da Defesa sueco.
- A2: Semelhante ao A1 e também movido pelo motor F414, este modelo servirá como plataforma para testar novos sensores, materiais e a liberação de munições por meio de uma baía interna de armamento.
- A3: Modelo de alta performance que representa a versão operacional final. Com design tailless (sem cauda) e fuselagem integrada às asas (blended wing/body), a aeronave possui entradas de ar do tipo Divertless Supersonic Inlet (DSI) e um bico em formato de flecha.
Tanto o A1 quanto o A2 são financiados pelo governo sueco com contratos vigentes até 2030. Já a produção do A3 depende de a Estocolmo firmar um novo contrato de desenvolvimento; caso ocorra, a aeronave poderá entrar em operação entre o início da década de 30 e 2040.
Integração tática e missões
O drone de combate não foi projetado para substituir o Gripen, mas para atuar como seu complemento. Na visão da Saab, o Gripen E assumiria o papel de comandante tático, coordenando um ou mais ACPs sob a supervisão do GlobalEye, avião de vigilância e controle aéreo da empresa.
As missões previstas para o A3 incluem:
- Combate aéreo e guerra eletrônica;
- Ataques de precisão em profundidade;
- Supressão de sistemas de defesa aérea em espaços aéreos fortemente defendidos.
Em termos financeiros, a Saab estima que o custo de ciclo de vida do ACP seja apenas um terço do custo do Gripen, embora o valor de aquisição inicial não seja tão reduzido.
Perspectivas para a aviação militar sueca
A base tecnológica do programa ACP poderá fundamentar o desenvolvimento de um novo caça tripulado para substituir o Gripen a partir de 2055. Se houver demanda, a Saab planeja iniciar esse projeto em meados de 2030, com uma aeronave focada em alta velocidade, furtividade e dimensões similares ao F-35 americano.
Atualmente, as Forças Aéreas suecas buscam definir os requisitos para a futura força aérea, que deverá combinar plataformas tripuladas e não tripuladas. A decisão final de Estocolmo — entre desenvolver um sucessor próprio para o Gripen, abandonar caças tripulados ou aderir a um programa internacional de caças de sexta geração — deve ocorrer entre 2028 e 2030.