Seis funcionários do Aeroporto de Frankfurt contraíram malária tropical após provável introdução de mosquitos infectados
Seis funcionários do Aeroporto de Frankfurt contraíram malária tropical entre 4 e 6 de julho de 2026, resultando em duas mortes. O instituto Robert Koch atribui a transmissão a mosquitos transportados em aeronaves. A operadora Fraport instalou armadilhas para capturar e analisar os insetos no local
Seis funcionários do Aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, contraíram a forma mais grave de malária tropical após a provável introdução de mosquitos infectados em voos vindos de regiões endêmicas. O surto resultou em duas mortes: a primeira registrada no início de julho e a segunda em agosto. No primeiro caso, a causa da morte só foi confirmada após o óbito.
As infecções ocorreram entre os dias 4 e 6 de julho de 2026. De acordo com o instituto nacional de saúde pública Robert Koch (RKI), a hipótese principal é que a transmissão tenha sido realizada por um mosquito do gênero Anopheles transportado em uma aeronave. Atualmente, quatro dos trabalhadores infectados apresentam boa recuperação.
Medidas de controle e diagnóstico
A operadora do aeroporto, Fraport, instalou armadilhas para a captura de mosquitos nas áreas afetadas, e os espécimes recolhidos seguem sob análise laboratorial. Peter Tinnemann, diretor da Secretaria de Saúde de Frankfurt, acredita que o inseto responsável pela transmissão provavelmente já esteja morto.
A malária é uma patologia potencialmente fatal que pode levar ao coma e ao óbito, especialmente em grupos vulneráveis, sendo a prevenção baseada em medicamentos e na proteção contra picadas.
O fenômeno da malária aeroportuária
O RKI define a "malária aeroportuária" como um evento raro, no qual o mosquito infectado chega ao território via avião ou bagagens, transmitindo a doença dentro da aeronave ou nas dependências do aeroporto. Um levantamento de casos na Europa entre 1969 e 2024 contabilizou 145 episódios, sendo nove na Alemanha. O registro anterior ocorreu em 2023, também no terminal de Frankfurt.
Devido à baixa frequência desses casos, a médica Regina Ellwanger Berry ressalta que a doença geralmente não é considerada no diagnóstico de pacientes que não realizaram viagens internacionais.
Diante disso, as autoridades recomendam que médicos considerem a infecção por malária ao atender profissionais de aeroportos com conexões intercontinentais de carga ou passageiros, especialmente durante o verão, em casos de febre sem causa aparente e sem histórico de viagem.