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Trump acusa Irã de atacar navios no Estreito de Ormuz e violar acordo de cessar-fogo

26 de Junho de 2026 às 15:07

Donald Trump acusou o Irã de lançar quatro drones contra navios no Estreito de Ormuz, resultando em um impacto e três interceptações. A ONU suspendeu a retirada de embarcações da região após um porta-contêineres ser atingido próximo ao porto de Dahit. A operação de saída do Golfo já havia registrado a travessia de 57 navios e 1.100 tripulantes

Donald Trump acusou o Irã, nesta sexta-feira (26), de realizar ataques contra navios no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos relatou o lançamento de quatro drones contra embarcações, resultando no impacto de um navio de carga e na interceptação de outras três aeronaves pelas forças americanas. Para Trump, a ação representa uma violação do acordo de cessar-fogo vigente entre as duas nações.

A tensão na região levou a agência marítima da ONU a suspender, na quinta-feira (25), a operação de retirada de centenas de navios do Estreito de Ormuz. A medida ocorreu após um porta-contêineres ser atingido por um projétil a 13,89 km do porto de Dahit, em Omã, conforme confirmado pela companhia britânica de segurança marítima UKMTO. O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, informou que a embarcação atacada não fazia parte do plano de evacuação e que a interrupção da iniciativa visa reavaliar as garantias de segurança.

Iniciada na terça-feira (23), a operação de saída do Golfo oferecia duas rotas sob supervisão dos Estados Unidos: uma por águas iranianas e outra por águas de Omã. Entre terça e quinta-feira, a OMI registrou a travessia de aproximadamente 57 navios e 1.100 tripulantes. Embora a autoria e a gravidade dos danos dos ataques ainda não tenham sido confirmadas pelas autoridades, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão iraniano de gestão da área, alertou que navios trafegando fora das rotas estabelecidas não terão passagem segura. A entidade afirmou que a responsabilidade por eventuais consequências recairá sobre o comandante, o operador e o proprietário da embarcação.

Com informações de G1

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