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Trump anuncia intenção de realizar ataque contra o Irã antes de cúpula da Otan na Turquia

08 de Julho de 2026 às 12:06

Donald Trump anunciou um ataque ao Irã nesta quarta-feira (8), após ofensivas mútuas que incluíram bombardeios à Ilha de Kharg e ataques a bases dos EUA no Bahrein e Kuwait. O conflito resultou na ruptura de um cessar-fogo e na concordância da Otan em enviar navios caça-minas ao Estreito de Ormuz

Trump anuncia intenção de realizar ataque contra o Irã antes de cúpula da Otan na Turquia
REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de realizar um ataque expressivo contra o Irã na noite desta quarta-feira (8), antecedendo sua participação na cúpula da Otan, na Turquia. A escalada ocorre após o Comando Central dos EUA lançar uma ofensiva contra o território iraniano na noite de terça-feira (7), em resposta a agressões contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.

A instabilidade marca a ruptura de um cessar-fogo estabelecido em junho, por meio de um acordo de paz preliminar. Trump afirmou inicialmente que tal pacto chegou ao fim e que não há interesse em novos diálogos, embora tenha moderado o discurso posteriormente, declarando incerteza sobre a manutenção do acordo durante um encontro com o presidente da Ucrânia.

O cenário de conflito se intensificou com a denúncia de que o Irã afundou 28 embarcações na última terça-feira. Em retaliação, as forças norte-americanas bombardearam a Ilha de Kharg, ponto estratégico que concentra 90% das exportações de petróleo do Irã, embora Trump tenha ordenado a preservação dos reservatórios de combustível.

O governo iraniano classificou as ações dos EUA como uma violação direta do acordo de paz e reagiu, na madrugada desta quarta-feira, com ataques a bases militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein e no Kuwait. O Bahrein sedia a 5ª Frota da Marinha norte-americana, enquanto o Kuwait funciona como quartel-general do Exército dos EUA na região. Devido às ofensivas, ambos os países árabes emitiram alertas de mísseis para suas populações.

Diante da retomada dos confrontos, Trump sinalizou a possibilidade de reativar o bloqueio ao Estreito de Ormuz. Como medida de suporte, os países membros da Otan concordaram no envio de embarcações caça-minas para auxiliar na desobstrução da rota marítima.

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