Trump condiciona manutenção da paz com o Irã ao cumprimento de acordo sobre armas nucleares
Donald Trump defendeu a guerra contra o Irã e anunciou um acordo de paz em que Teerã se compromete a não possuir armas nucleares. O presidente condicionou a manutenção da paz ao avanço das negociações. Trump também criticou o uso desproporcional da força por Israel no Líbano
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Donald Trump defendeu a legitimidade da guerra travada ao lado de Israel contra o Irã, sob a justificativa de que Teerã utilizaria armamentos nucleares para eliminar todo o Oriente Médio caso conseguisse fabricá-los. O presidente dos Estados Unidos destacou que o acordo de paz firmado com o governo iraniano na última segunda-feira representa o início de um tratado mais amplo, no qual o país se comprometeu a não produzir, comprar ou buscar armas nucleares.
Embora tenha reconhecido que o governo de Teerã agiu de forma apropriada nas últimas semanas, Trump condicionou a manutenção da paz ao desenvolvimento das negociações, ameaçando retomar os bombardeios caso os termos do acordo não sejam satisfeitos. Para o presidente, o pacto beneficia inclusive Israel, ao retirar o país da mira de potenciais ameaças nucleares.
Ainda durante a coletiva, Trump direcionou críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, questionando a responsabilidade de suas ações no Líbano. O presidente norte-americano classificou como desproporcional o uso da força por Israel, citando a destruição de prédios inteiros diante da simples presença de integrantes do Hezbollah. Apesar de definir Netanyahu como um parceiro que ocasionalmente se empolga, Trump enfatizou que os Estados Unidos ocupam a posição de parceiro dominante na relação bilateral.