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Trump defende acordo com o Irã para evitar catástrofe econômica e preservar confiança no dólar

17 de Junho de 2026 às 15:08

Donald Trump defendeu a manutenção do acordo entre Estados Unidos e Irã durante a cúpula do G7. O pacto prevê o fim do conflito no Oriente Médio, a não produção de armas nucleares por Teerã e a liberação de ativos financeiros. O texto estabelece a reabertura do Estreito de Ormuz e a derrubada de sanções contra o Irã

Donald Trump defendeu a manutenção do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã durante seu discurso de encerramento na cúpula do G7, na França, nesta quarta-feira (17), justificando a medida como necessária para evitar uma catástrofe econômica. O presidente americano ressaltou que a devolução de valores retidos dos iranianos é fundamental para preservar a confiança global no dólar e evitar que outros países abandonem a moeda.

O pacto, assinado virtualmente no último fim de semana e com cerimônia presencial agendada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, estabelece as condições para o fim do conflito no Oriente Médio. Embora o conteúdo oficial ainda não tenha sido divulgado, detalhes obtidos pela CNN Internacional indicam que o documento é composto por 14 pontos, incluindo a cessação imediata e permanente da guerra em todas as frentes, com a adesão de aliados.

Um dos pilares do acordo é a garantia de que Teerã não desenvolverá armas nucleares. Em contrapartida, o governo iraniano receberá compensações financeiras e a liberação de ativos e fundos que estavam congelados por sanções. Trump condicionou o acesso a um fundo de US$ 300 bilhões ao comportamento do Irã, embora tenha negado a existência de tal montante nesta quarta-feira.

No campo logístico e comercial, o texto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, com a obrigação de o Irã restabelecer o tráfego de navios entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã aos níveis anteriores ao conflito em até 30 dias. O acordo também autoriza a comercialização de petróleo e produtos petroquímicos iranianos, prevendo que o Departamento do Tesouro dos EUA emita isenções para exportações e serviços correlatos, como seguros e operações bancárias.

Ainda consta no documento a derrubada de todas as sanções vigentes contra o Irã, em prazo a ser definido, e o compromisso dos Estados Unidos e aliados regionais de elaborar um plano de reabilitação econômica para o país em 60 dias.

O cronograma estabelece que um acordo final, que incluirá a definição sobre o programa nuclear e o destino do urânio enriquecido, seja alcançado no prazo de 60 dias. Atualmente, o texto não estipula limites para o enriquecimento de urânio. Após esse período, a resolução final deverá ser aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.

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