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Trump descarta flexibilização de sanções ao Irã mesmo com a entrega de urânio enriquecido

27 de Maio de 2026 às 15:05

Donald Trump rejeitou flexibilizar sanções ao Irã mesmo com a entrega de urânio enriquecido, exigindo a renúncia total ao programa nuclear. O presidente se opõe à transferência do material para Rússia ou China e contesta a veracidade de um memorando de entendimento divulgado pela TV estatal iraniana

Donald Trump descartou a possibilidade de flexibilizar as sanções impostas ao Irã mesmo que o país entregue urânio altamente enriquecido. A posição foi manifestada em entrevista à PBS News e reiterada durante reunião de gabinete na Casa Branca, nesta quinta-feira (27). O governo norte-americano condiciona a assinatura de um acordo à entrega do material e à renúncia total do regime iraniano ao seu programa de energia nuclear.

O presidente dos Estados Unidos demonstrou resistência a que o estoque de urânio do Irã seja transferido para a Rússia ou a China. Trump afirmou que Teerã tem interesse em um pacto, porém ressaltou a ausência de consenso e a insatisfação de Washington com as condições atuais. Para ele, o tratado que encerraria o conflito deve ser "perfeito", destacando que a proposta vigente prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz após a assinatura, região que, segundo Trump, não deve ser controlada por nenhuma nação.

Essas declarações ocorrem após a determinação do líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, que proibiu a retirada de urânio do território iraniano há seis dias. Paralelamente, Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, minimizou a possibilidade de retomada da guerra, atribuindo isso à fragilidade do adversário.

A TV estatal iraniana divulgou a existência de uma minuta de memorando de entendimento entre as duas nações. O documento sugere a retirada de forças militares dos EUA das proximidades do Irã e o fim do bloqueio naval. Em contrapartida, o Irã restauraria o fluxo de navios comerciais no Estreito de Ormuz aos níveis anteriores ao conflito no prazo de um mês, embora embarcações militares fiquem de fora do combinado.

A proposta detalhada pela emissora iraniana prevê que a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz seja responsabilidade de Teerã em cooperação com Omã. Caso um acordo final fosse concretizado em 60 dias, ele se tornaria uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU. A Casa Branca, por meio de seu porta-voz, negou a veracidade dessas informações, classificando-as como invenção.

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