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Trump desiste de taxar navios no Estreito de Ormuz e propõe acordos com países do Golfo

14 de Julho de 2026 às 15:09

Donald Trump desistiu de cobrar taxa de 20% sobre navios no Estreito de Ormuz, substituindo a medida por acordos comerciais com nações do Golfo. O governo dos EUA mantém o bloqueio naval contra embarcações do Irã após a ruptura de um cessar-fogo

Donald Trump recuou na decisão de aplicar uma taxa de 20% sobre produtos transportados por navios no Estreito de Ormuz, medida que havia sido anunciada na segunda-feira (13). O presidente dos Estados Unidos informou, nesta terça-feira (14), que a cobrança será substituída por acordos de investimento e comércio com nações do Golfo Pérsico.

A mudança de postura ocorreu pouco após o anúncio inicial, que provocou a alta do preço do petróleo para o maior patamar em um mês. Em coletiva de imprensa, Trump declarou que ninguém deveria cobrar taxas de embarcações que transitam pelo canal. Embora não tenha detalhado quais países participariam dos acordos, ele afirmou que os governos do Golfo realizariam investimentos expressivos nos EUA para compensar a desistência do pedágio. Até o momento, nenhum governo da região confirmou a existência de tais pactos.

Bloqueio naval e tensões com o Irã

Apesar da desistência da taxa, o governo norte-americano mantém a decisão de retomar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A operação, que começou nesta terça-feira, será executada por navios militares dos EUA e terá como alvo exclusivo embarcações do Irã, atuando ao longo de toda a costa iraniana.

A medida é uma resposta à retomada do conflito entre Washington e Teerã. Trump notificou oficialmente o Congresso dos Estados Unidos sobre o reinício das hostilidades, após a ruptura de um acordo de cessar-fogo assinado em junho. Aquele documento previa uma trégua e um prazo de 60 dias para negociações de paz, período no qual a via marítima deveria permanecer aberta e gratuita enquanto Irã, Omã e países do Golfo discutiam a administração da rota.

Impacto estratégico do Estreito de Ormuz

O corredor marítimo, com aproximadamente 50 quilômetros de largura, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. A região é vital para a economia global, pois, antes do início da guerra, era responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.

A instabilidade na área é agravada pelo fato de que os países do Golfo, aliados estratégicos dos EUA, tornaram-se os principais alvos de ataques retaliatórios do Irã durante o conflito no Oriente Médio.

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