Trump e Xi Jinping se reúnem em Washington para discutir desenvolvimento de inteligência artificial
Donald Trump receberá Xi Jinping em Washington no dia 24 de setembro para tratar do desenvolvimento de inteligência artificial. O encontro dará continuidade a acordos de cooperação econômica e comercial entre Estados Unidos e China
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que receberá o líder chinês, Xi Jinping, em Washington no dia 24 de setembro. O foco central da agenda diplomática será o desenvolvimento conjunto de tecnologias de inteligência artificial.
Este será o terceiro encontro entre os dois chefes de Estado em menos de um ano. Em outubro de 2025, os líderes se reuniram na Coreia do Sul para interromper uma guerra comercial baseada em tarifas recíprocas. Mais recentemente, em maio, Trump esteve em Pequim para tratar de pautas comerciais.
Cooperação bilateral e abertura econômica
A reunião de setembro visa dar continuidade aos acordos firmados em maio, quando Estados Unidos e China manifestaram a intenção de expandir a cooperação em setores que abrangem desde o turismo até o comércio. Naquela oportunidade, foi estabelecido um cronograma para nortear a relação entre as duas potências pelos próximos três anos.
Durante as negociações anteriores, Xi Jinping comprometeu-se a ampliar a abertura econômica da China para empresas americanas. Em contrapartida, Trump informou que o governo chinês concordou com a compra de aviões americanos, projetando um cenário de aprimoramento nas relações bilaterais.
Tensões e acusações de interferência eleitoral
Apesar da agenda de cooperação, o anúncio ocorre logo após um período de tensão. No dia 16, Trump afirmou que a China teria interferido nas eleições americanas de 2020, pleito em que foi derrotado por Joe Biden. O republicano, que mantém a narrativa de fraude nas urnas — argumento utilizado por seus apoiadores durante a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 —, informou que solicitará ao diretor do FBI, Kash Patel, a abertura de uma investigação sobre o tema.
Trump também acusou agentes da inteligência dos Estados Unidos de omitirem evidências sobre a suposta fraude.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China negou as alegações, classificando-as como sem fundamento. O governo de Pequim reiterou que não possui interesse em interferir nos processos eleitorais estadunidenses e reforçou a adoção do princípio de não ingerência nos assuntos internos de outras nações.