Trump impõe ultimato ao Irã e exige escolha entre acordo ou rendição total
Donald Trump impôs um ultimato ao Irã, exigindo a escolha entre um acordo ou a rendição total. O governo iraniano negou negociações com os EUA e prioriza um pacto com o Omã para o trânsito de navios no *Estreito de Ormuz
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Donald Trump voltou a endurecer o tom contra o governo do Irã nesta segunda-feira (3), classificando a liderança de Teerã como "inacreditavelmente" confusa. O presidente dos Estados Unidos impôs um ultimato ao país, afirmando que a nação deve optar entre a celebração de um acordo ou a rendição total.
A declaração, publicada na rede social Truth Social, marca uma guinada na retórica de Trump. No último final de semana, o líder norte-americano havia adotado uma postura mais conciliadora, alegando que os termos para a paz já estavam definidos. Essa mudança de postura anterior havia levado, inclusive, ao cancelamento de ataques planejados contra a infraestrutura elétrica iraniana e à previsão de que as negociações seriam retomadas nesta segunda-feira.
Impasse diplomático e tensões regionais
Apesar das expectativas de Trump, o regime iraniano negou a existência de qualquer tratativa em curso com os EUA. Teerã informou que suas discussões atuais estão concentradas em um acordo com o Omã para estabelecer uma nova rota de trânsito para navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Trump criticou a ambiguidade do Irã, alegando que a liderança iraniana solicita reuniões, mas posteriormente nega publicamente a ocorrência de qualquer discussão, sustentando que a interlocução ocorre apenas com o governo omanense.
Impacto no comércio global
O conflito entre as duas potências no Oriente Médio completou cinco meses no último final de semana, sem sinais de resolução. A instabilidade reflete diretamente na navegação comercial, com o trânsito estrangulado nos estreitos de Bab El-Mandeb e de Ormuz.
Este último é considerado uma artéria vital para a indústria petrolífera, visto que por ele circula aproximadamente 20% de todo o petróleo mundial. Devido ao risco econômico global que o fechamento dessa via representa, nações europeias e árabes buscam agora a criação de uma coalizão internacional de segurança marítima.