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Trump recua em acordo com o Irã após pressão de aliados republicanos no Congresso

25 de Maio de 2026 às 12:08

Donald Trump orientou negociadores a evitarem um acordo precipitado com o Irã após pressões de senadores republicanos. As tratativas, mediadas pelo Paquistão, discutem a reabertura do Estreito de Ormuz e a flexibilização de sanções em troca de restrições nucleares. O presidente também solicitou a assinatura de nações árabes nos Acordos de Abraão

Trump recua em acordo com o Irã após pressão de aliados republicanos no Congresso
REUTERS/Kevin Lamarque

Donald Trump recuou no otimismo sobre a iminência de um consenso com o Irã após enfrentar forte resistência de aliados republicanos no Congresso. Embora o presidente defenda que o tempo favorece suas negociações, a pressão de senadores como Ted Cruz e Lindsey Graham, que temem o fortalecimento do regime teocrático, forçou uma mudança de postura. Trump orientou agora seus negociadores a evitarem um acordo precipitado, reiterando que não costuma realizar negócios desfavoráveis.

As negociações, mediadas pelo Paquistão, envolvem a extensão do cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz para mitigar impactos na economia global e nos Estados Unidos. Em contrapartida, o esboço prevê o descongelamento de ativos iranianos, com a flexibilização de sanções condicionada a restrições no programa nuclear do país. Como requisito adicional, Trump solicitou que nações árabes assinem os Acordos de Abraão.

A insatisfação na ala republicana reside no fato de que a campanha militar conduzida pelos EUA e Israel, iniciada há 87 dias, não resultou na aniquilação do programa nuclear nem na mudança de regime ou na rendição incondicional da República Islâmica. O cenário atual indica que a diplomacia busca agora as concessões que a guerra não alcançou.

Para senadores como Ted Cruz, qualquer pacto que resulte no recebimento de bilhões de dólares por um governo que mantém a retórica de hostilidade aos Estados Unidos, permitindo o enriquecimento de urânio e o controle do Estreito de Ormuz, seria um erro estratégico. Essa resistência interna, somada à rejeição geral da sociedade americana ao conflito no Irã, fragiliza a imagem de firmeza do presidente diante do regime iraniano.

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