Tulsi Gabbard deixa o cargo de Diretora Nacional de Inteligência dos Estados Unidos
Tulsi Gabbard renunciou ao cargo de Diretora Nacional de Inteligência dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 30 de junho. A saída ocorreu após a servidora ser afastada de decisões estratégicas de segurança nacional por Donald Trump
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Tulsi Gabbard deixou o cargo de Diretora Nacional de Inteligência dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 30 de junho. Embora a renúncia tenha sido formalmente justificada pela doença de seu marido, Abraham, diagnosticado com um câncer ósseo raro, a saída era amplamente prevista e não surpreendeu a esfera política, como pontuou o senador democrata Adam Schiff.
Apesar de liderar um departamento que coordena 18 agências, incluindo o FBI, a CIA e o NSA, Gabbard foi progressivamente afastada das decisões estratégicas de segurança nacional por Donald Trump. O desprestígio ficou evidente em episódios recentes: enquanto Nicolás Maduro era removido de Caracas para ser levado aos EUA em janeiro, a diretora de Inteligência realizava uma viagem turística familiar ao Havaí. Além disso, ela foi excluída das tratativas que precederam os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
Essa desconexão com a agenda governamental reflete as convicções de Gabbard contra intervenções militares externas, postura que a levou a abandonar o Partido Democrata — legenda pela qual disputou a pré-candidatura presidencial em 2020 — para se alinhar ao movimento MAGA e ao Partido Republicano. Em março, durante audiência no Comitê de Inteligência do Senado, a diretora demonstrou dificuldade em justificar os bombardeios realizados.
A gestão de 15 meses foi marcada por instabilidades internas, especialmente na relação com John Radcliffe, diretor da CIA. A marginalização de Gabbard no círculo íntimo do presidente ficou clara na semana passada, quando Radcliffe foi enviado a Havana para negociar com autoridades cubanas, ignorando a hierarquia da Diretoria de Inteligência.
Nos últimos tempos, enquanto a administração americana buscava soluções para o conflito com o Irã, Gabbard concentrava seus esforços em investigações sobre a fraude eleitoral ocorrida na Geórgia em 2020. O fator determinante para sua remoção do governo foi a sistemática exclusão de sua participação nos temas centrais de segurança do país.