Ucrânia ataca terminal de petróleo e base naval em São Petersburgo com drones
A Ucrânia atacou com drones infraestruturas militares e um terminal de petróleo em São Petersburgo nesta quarta-feira (3). A ação ocorreu após a Rússia bombardear sete regiões ucranianas na terça-feira (2), resultando em 22 mortos e 138 feridos
A Ucrânia realizou, nesta quarta-feira (3), uma série de ataques com drones contra a cidade de São Petersburgo, na Rússia. A ofensiva atingiu infraestruturas e áreas militares, incluindo um terminal de petróleo e uma base naval na ilha de Kronstadt, cujas imagens do bombardeio foram divulgadas por Kiev. A ação ocorreu poucas horas antes da abertura do fórum econômico anual de Moscou, evento voltado à atração de investimentos estrangeiros.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que os alvos selecionados possuem natureza estritamente militar. A declaração surge como resposta às acusações russas de que a Ucrânia estaria atingindo áreas civis, como ocorreu em Donetsk, onde o governo local relatou a morte de sete pessoas após um drone atingir um ônibus de turismo nesta quarta-feira. Em conversa com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Zelensky indicou que a escala dessas operações deve aumentar, visando estabelecer uma posição de igualdade nas negociações para o fim do conflito.
O movimento ucraniano sucede uma contraofensiva russa ocorrida na madrugada de terça-feira (2). O governo de Moscou utilizou mísseis hipersônicos e drones para bombardear sete regiões da Ucrânia, focando em aeródromos militares e instalações de transporte e combustível. O balanço oficial das autoridades ucranianas registrou 22 mortos e 138 feridos em 38 locais atingidos. Em Dnipro, as equipes de resgate localizaram os corpos de uma mulher, de seu filho de 8 anos e de uma criança de 3 anos entre os escombros de prédios residenciais. A capital, Kiev, sofreu seu terceiro grande ataque em menos de um mês.
O Kremlin justificou a operação aérea como resposta a "atos terroristas", citando a entrada da guerra em um "novo paradigma". Entre as motivações mencionadas está um ataque de drone a um dormitório estudantil em Luhansk, cidade sob controle russo, no dia 22, que resultou na morte de 18 pessoas e gerou a promessa de retaliação de Vladimir Putin. Adicionalmente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou Kiev de tentar desestabilizar o Mar Negro por meio de ataques a embarcações civis, alegando que a Ucrânia teria atribuído falsamente tais ações à Rússia.