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Ucrânia intensifica ataques contra a frota de bombardeiros nucleares da Rússia em território russo

11 de Setembro de 2026 às 15:14 3 min de leitura

A Ucrânia intensificou ataques contra a frota de bombardeiros nucleares da Rússia, atingindo modelos Tu-95 e Tu-160. A operação "Spiderweb" deixou 14 aeronaves fora de combate em um dia, incluindo alvos na base de Engels-2. A Rússia não consegue repor as perdas rapidamente devido ao encerramento da produção desses modelos

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Ucrânia intensifica ataques contra a frota de bombardeiros nucleares da Rússia em território russo
Dmitry Suhov

A Ucrânia intensificou a ofensiva contra a frota de bombardeiros nucleares da Rússia, colocando o governo de Vladimir Putin diante de um dilema estratégico: continuar utilizando as aeronaves nos ataques a Kiev ou preservá-las para manter a capacidade de dissuasão nuclear contra a OTAN.

A vulnerabilidade da aviação estratégica russa tornou-se evidente após a operação "Spiderweb", em junho de 2025, quando incursões de drones ucranianos deixaram 14 bombardeiros fora de combate em um único dia.

Impacto na Tríade Nuclear

O foco dos ataques recai sobre os modelos Tu-95 e Tu-160, as únicas aeronaves russas capazes de disparar mísseis de cruzeiro de longo alcance Kh-101. Enquanto o Tu-160 é a versão mais moderna, o Tu-95 é peça central da tríade nuclear russa, sendo utilizado há mais de quatro anos e meio para bombardear cidades ucranianas e realizar provocações no espaço aéreo do Báltico e da Escandinávia.

A perda dessas aeronaves compromete a capacidade de "escalada controlada" de Moscou. Diferente de mísseis lançados de terra ou mar, os bombardeiros permitem que a Rússia decole, retorne e ajuste o nível de tensão. Sem eles, a flexibilidade estratégica diante do Ocidente é drasticamente reduzida.

Infiltrações em bases "impenetráveis"

A unidade de ataque de longo alcance do SBU ucraniano tem mapeado falhas na cobertura de interceptação russa, aproveitando-se do fato de que a rede de defesa aérea está sobrecarregada por ataques a refinarias e depósitos de combustível.

Um exemplo crítico ocorreu no verão, quando um drone Tu-2000 percorreu 800 quilômetros, utilizou características geográficas para evitar radares e atingiu um Tu-95 na base de Engels-2, em Saratov. A instalação era considerada inacessível por estar situada profundamente no território russo e possuir infraestrutura especializada de manutenção.

Outras perdas confirmadas por satélite incluem:

  • Um Tu-95 com o segundo motor destruído em agosto.
  • Um Tu-95 com a empenagem completamente destruída seis semanas depois.
  • Pelo menos 10 unidades de Tu-95 já registradas como destruídas pelo observatório Oryx antes dos ataques recentes.

Obsolescência e custos de reposição

A Rússia enfrenta a impossibilidade de repor as perdas rapidamente. A produção do Tu-95 foi encerrada em 1992, e a do Tu-22M3 em 1993. Reativar as linhas de montagem exigiria a recuperação de documentos técnicos da era soviética e um investimento superior a 20 bilhões de dólares.

Atualmente, estima-se que a frota operacional de Tu-95 conte com apenas 20 ou 30 aparelhos, muitos deles com mais de 70 anos de uso. Além disso, aeronaves como o Tu-160, avaliadas em 750 milhões de dólares cada, também estão sob risco, em uma frota reduzida a apenas 16 unidades.

Medidas de emergência e repercussões

Para tentar proteger o que resta de sua força aérea, o comando russo adotou medidas improvisadas:

  • Transferência de Tu-160 para pistas desprotegidas em Vorkutá, além do círculo polar ártico.
  • Uso de pneus sobre as fuselagens para enganar softwares de guiamento óptico.
  • Pintura de silhuetas falsas de aviões no asfalto para confundir sistemas de reconhecimento de imagem.

O Estado Maior da Ucrânia projeta que essa dispersão para aeródromos secundários reduza a taxa de operações russas em 30% e dilua o tempo de resposta militar. A estratégia ucraniana tem desmantelado a premissa de que a Rússia seria imune a ataques aéreos em seu próprio território, utilizando armamentos de baixo custo para neutralizar ativos nucleares bilionários.

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