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Xi Jinping visita a Coreia do Norte para ampliar a parceria com Kim Jong-Un

08 de Junho de 2026 às 09:07

O presidente da China, Xi Jinping, visitou o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, nesta segunda-feira (8). O encontro visa ampliar a parceria bilateral e fortalecer a confiança política entre as duas nações

Xi Jinping visita a Coreia do Norte para ampliar a parceria com Kim Jong-Un
China Daily via REUTERS

O presidente da China, Xi Jinping, desembarcou na Coreia do Norte nesta segunda-feira (8) para uma visita oficial ao líder Kim Jong-Un. O encontro marca a intenção de Pequim em ampliar a parceria entre as duas nações, com Xi Jinping manifestando disposição para trabalhar com Kim no desenvolvimento das relações bilaterais e no fortalecimento da confiança política mútua.

A movimentação ocorre após um período de intensa atividade diplomática em Pequim, onde Xi Jinping recebeu, no mês passado, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. Embora as recepções tenham seguido protocolos cerimoniais semelhantes — com recepções na Praça Tiananmen, bandas militares e reuniões no Grande Salão do Povo —, a natureza dos vínculos revelou contrastes profundos.

Com Donald Trump, o foco chinês foi a estabilização de laços desgastados por tensões e por uma guerra comercial. Xi Jinping buscou posicionar a China como parceira, e não rival, visando uma estabilidade estratégica. A visita de três dias incluiu gestos de hospitalidade, como um passeio pelos jardins de Zhongnanhai e pelo Templo do Céu. Não houve a assinatura de declarações conjuntas durante a permanência de Trump, mas, após sua partida, foi anunciado que a China compraria 200 jatos Boeing e produtos agrícolas americanos no valor anual de US$ 17 bilhões.

Em contrapartida, a visita de dois dias de Vladimir Putin, a 25ª do líder russo à China, priorizou a substância estratégica e econômica. Os dois países assinaram uma declaração conjunta definindo-se como centros de poder em um mundo multipolar e firmaram mais de 40 acordos em tecnologia, comércio e mídia. O setor energético, especialmente gás e petróleo, foi destacado como o motor dessa relação, embora não tenha sido formalizado um acordo para o gasoduto Força da Sibéria 2, que levaria gás russo à China via Mongólia.

A divergência mais nítida entre as cúpulas manifestou-se na questão de Taiwan. Xi Jinping alertou Trump que a gestão inadequada da relação dos EUA com a ilha poderia provocar um confronto, definindo o tema como o ponto mais crítico da relação bilateral. Trump, que não citou Taiwan publicamente durante a visita, posteriormente classificou a venda de armas para a ilha como uma moeda de troca.

Já com a Rússia, houve total convergência. A declaração conjunta entre Pequim e Moscou reafirmou a oposição à independência de Taiwan e apoiou a unificação nacional chinesa. Além disso, ambos os governos manifestaram preocupação com a remilitarização do Japão, refletindo as tensões regionais ligadas à soberania de Taiwan.

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