Aécio Neves formaliza candidatura ao Senado por Minas Gerais junto ao Tribunal Superior Eleitoral
Aécio Neves (PSDB) formalizou nesta terça-feira (1º) sua candidatura ao Senado por Minas Gerais junto ao TSE. A viabilização ocorreu após a renúncia de Gustavo Galassi e Marcelo Heringer, reduzindo o total de concorrentes para 16 nomes
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O registro oficial da candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Senado por Minas Gerais, formalizado nesta terça-feira (1º) junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), altera a configuração da disputa pelas duas vagas disponíveis no estado. O ex-governador e atual presidente do PSDB anunciou a decisão na última sexta-feira (28), revertendo a declaração feita menos de um mês antes, quando havia afirmado que não concorreria a cargos eletivos em outubro.
Articulações e composição da coligação
A viabilização da candidatura ocorreu após negociações internas na coligação "Cuidar de Minas", composta pelo PDT e pela federação PSDB-Cidadania. Para abrir espaço ao tucano, Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT) renunciaram às suas candidaturas na quinta-feira anterior ao anúncio. Com a saída de Galassi e Heringer e a entrada de Neves, o número de concorrentes ao Senado em Minas Gerais foi reduzido de 17 para 16 nomes.
Aécio Neves justificou a mudança de posicionamento alegando ter recebido diversos apelos para reconsiderar a desistência. O político afirmou que a decisão de disputar a vaga visa a possibilidade de articular, a partir do Legislativo, um projeto político para 2030 centrado e sem radicalismos.
Histórico de intenções de voto
Dados de pesquisas anteriores indicam a influência do nome de Aécio no cenário mineiro. Em levantamentos da Quaest realizados em abril, o político registrava 11% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Carlos Viana (PSD), que somava 10%, enquanto Marília Campos (PT) liderava com 19%.
Em julho, a tendência de crescimento foi mantida, com Aécio atingindo 16% em três cenários distintos. No mesmo período, Marília Campos oscilava entre 18% e 20%, e Carlos Viana registrava 11%.
Cenário sem a candidatura de Aécio
No intervalo entre o fim de julho e o início de agosto, durante as convenções partidárias, a ausência de Aécio Neves na disputa refletiu-se nos números:
- Datafolha (21 de agosto): Marília Campos liderava a pesquisa espontânea com 11%, seguida por Carlos Viana com 8% e Domingos Sávio (PL) com 6%.
- Quaest (25 de agosto): Marília Campos aparecia com 15%, enquanto Viana e Sávio dividiam a segunda posição, ambos com 8%.
A reentrada de Aécio Neves na disputa agora coloca à prova a relevância do PSDB perante o eleitorado e impacta a estratégia de partidos como o PSD, PL e o PP de Marcelo Aro.