Política

Alcolumbre avalia eliminar período de transição da PEC que extingue a escala de trabalho 6x1

01 de Julho de 2026 às 12:29

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, analisa a exclusão do prazo de transição da PEC que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada semanal para 40 horas. O senador afirmou que a tramitação da proposta não será acelerada, dependendo de consenso entre lideranças da Casa

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou a intenção de eliminar o período de transição da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. Atualmente, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio estabelece que a medida, que garante ao menos duas folgas semanais — preferencialmente aos domingos —, entre em vigor 60 dias após a promulgação. Alcolumbre avalia, junto à assessoria legislativa, a redação de uma emenda para que a mudança seja imediata.

A questão da transição foi o ponto central de divergências recentes, com confederações de empregadores solicitando prazo para adequação. Embora o governo tenha se oposto inicialmente, houve um acordo prévio para a implantação gradativa da redução da jornada.

Apesar da possibilidade de alterar o prazo de vigência, Alcolumbre afirmou a representantes de centrais sindicais, em reunião nesta quarta-feira (1º), que a tramitação da matéria no Senado não será acelerada. O cronograma de deliberação dependerá de um consenso entre a líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS), autor de proposta similar, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA).

A demora no despacho da PEC para a CCJ gerou atritos com parlamentares governistas e ministros. Alcolumbre criticou publicamente as declarações do ministro Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que afirmou que o senador estaria "errando feio" e "brincando com fogo". O presidente do Senado interpretou a fala como uma ameaça, assegurando que a proposta avançará, mas ressaltando a necessidade de tempo para o debate institucional.

Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), avaliou positivamente o encontro, destacando a convergência sobre a relevância da medida e o apoio popular, embora as centrais sindicais defendam celeridade no processo. Por outro lado, a senadora Teresa Leitão pontuou que a discussão ainda está em fase de construção e que o calendário de votação será definido após sessões de debates no plenário, reforçando que não há divergência quanto ao mérito da proposta, mas apenas sobre os procedimentos de tramitação.

Com informações de G1

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