Apenas uma das cinco federações partidárias registrou candidatura ao cargo de Presidente da República
A federação PT, PCdoB e PV é a única das cinco registradas no TSE com candidatura à Presidência, oficializando Luiz Inácio Lula da Silva. As demais alianças adotaram a neutralidade nacional, focando em 3.766 candidaturas ao Legislativo. No total, as 11 siglas lançaram 6.381 nomes para as eleições de 2026
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Apenas uma das cinco federações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 possui candidatura ao cargo de Presidente da República. A aliança composta por PT, PCdoB e PV oficializou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um quarto mandato.
Enquanto a federação formada por Psol e Rede declarou apoio formal a Lula, as demais três federações — União Brasil e Progressistas, PRD e Solidariedade, e PSDB e Cidadania — optaram pela neutralidade na disputa presidencial.
Estratégia para o Congresso Nacional
O foco das federações neutras concentra-se na disputa por cadeiras no Legislativo, totalizando 3.766 candidaturas. No panorama geral, as 11 siglas que compõem as federações lançaram 6.381 nomes, dos quais 2.430 concorrem ao Congresso Nacional.
A distribuição de candidatos para a Câmara dos Deputados e o Senado divide-se da seguinte forma:
- União Brasil e Progressistas: 519 deputados e 20 senadores;
- PT, PCdoB e PV: 487 deputados e 21 senadores;
- PRD e Solidariedade: 477 deputados e 4 senadores;
- PSDB e Cidadania: 443 deputados e 11 senadores;
- Psol e Rede: 421 deputados e 27 senadores.
A priorização da Câmara dos Deputados está ligada à distribuição do Fundo Partidário. De acordo com a legislação, 95% desses recursos são repassados com base na votação obtida para deputado federal, enquanto os 5% restantes são divididos igualmente entre as siglas que cumprem os requisitos constitucionais. Até julho, o TSE distribuiu R$ 732 milhões deste fundo, utilizado tanto para a manutenção partidária quanto para o financiamento de campanhas.
Alianças regionais e governos estaduais
A neutralidade no plano nacional contrasta com acordos pontuais em disputas estaduais. As federações neutras lançaram 23 candidatos ao governo do estado, com maior volume de nomes na chapa União Brasil e Progressistas.
Nesse cenário, o PT estabeleceu parcerias locais para viabilizar palanques para Lula. Na Paraíba, o partido apoia Lucas Ribeiro (PP) para o governo. No Paraná, a aliança ocorre com Requião Filho (PDT) e sua vice, Michele Caputo (Solidariedade). No Senado, o PT fechou acordos com candidatos do União Brasil em Sergipe e do Solidariedade em Pernambuco.
Movimentação semelhante é conduzida por Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter tentado atrair a federação União-Progressistas para a chapa presidencial — oferecendo inclusive a vaga de vice ao Progressistas, proposta que foi recusada em prol da neutralidade —, o candidato do PL mantém apoios regionais. Em Alagoas, Flávio apoia as candidaturas ao Senado de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), além de ter declarado apoio a nomes do União Brasil no Ceará e em Tocantins.