Política

Articulações em Brasília discutem sucessão na presidência do Senado e indicações para tribunais superiores

22 de Outubro de 2026 às 13:02 2 min de leitura

Articulações em Brasília discutem a sucessão da presidência do Senado Federal e a redistribuição de cargos no STF e TCU após as eleições. As hipóteses incluem a nomeação de Rodrigo Pacheco ao Supremo e de Davi Alcolumbre ao Tribunal de Contas da União

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Bastidores em Brasília já articulam movimentações institucionais para o período pós-eleição de domingo (25), com foco na redistribuição de cargos em tribunais superiores e na sucessão da presidência do Senado Federal.

Possíveis indicações ao STF e TCU

Uma das alternativas discutidas para o cenário de derrota do presidente Lula (PT) envolve a nomeação do ex-senador Rodrigo Pacheco, atualmente integrante do Tribunal de Contas da União (TCU), para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Paralelamente, circula a hipótese de que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), possa ser indicado para o TCU. Essa possibilidade é analisada como uma estratégia de proteção institucional, uma vez que o cargo de ministro da Corte de Contas garante foro por prerrogativa de função no STF, funcionando como uma blindagem jurídica.

Disputa pelo comando do Senado

A permanência de Davi Alcolumbre na presidência da Casa é vista como incerta, independentemente do resultado da eleição presidencial. Caso Flávio Bolsonaro (PL) vença o pleito, Alcolumbre enfrentaria forte resistência de nomes como Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, e Tereza Cristina (PP-MS), ambos articulando a sucessão no comando do Senado.

Mesmo em caso de reeleição de Lula, a composição do Senado, marcada por uma expressiva bancada de direita, poderia dificultar a continuidade de Alcolumbre no cargo.

Relação entre Congresso e Judiciário

A equação política também considera a proximidade de Alcolumbre com ministros do Supremo Tribunal Federal, com destaque para Alexandre de Moraes. Interlocutores indicam que o senador não demonstra disposição para avançar com pautas de impeachment contra integrantes da Corte.

Embora as discussões sejam preliminares e não existam decisões formais ou indicações encaminhadas, as movimentações evidenciam que a disputa pelo controle do Legislativo e a relação entre o Congresso e o Judiciário são prioridades nas negociações de bastidores.

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