Assembleia Legislativa de São Paulo terá 35 novos deputados estaduais após as últimas eleições
A Assembleia Legislativa de São Paulo terá 35 novos deputados entre os 94 eleitos, com maior representação de estreantes no PL, que detém 12 vagas. O grupo inclui ex-prefeitos, vereadores, influenciadores e parentes de políticos, destacando-se a votação de Eduarda Campopiano. O governador Tarcísio de Freitas possui base de apoio de 65 parlamentares na Casa
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A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá a entrada de 35 novos deputados estaduais após a eleição do último domingo (4). Do total de 94 parlamentares eleitos, esse grupo de estreantes é composto por perfis heterogêneos, que incluem desde ex-prefeitos e vereadores até influenciadores digitais e familiares de figuras políticas, embora a maioria já possua trajetória na gestão pública.
Distribuição partidária e representação
O PL consolidou-se como a maior força na Casa, detendo 27 das 94 cadeiras e liderando também o número de novatos, com 12 parlamentares. Na sequência, PSOL e Podemos elegeram quatro estreantes cada, enquanto PT, PSD e PP conquistaram três vagas para novos deputados. O Republicanos terá dois novatos, e MDB, PSB, Missão e Novo elegeram um representante inédito cada.
Trajetórias no Legislativo e Executivo Municipal
Uma parcela significativa dos novos deputados migra de câmaras municipais. O destaque é a vereadora de Praia Grande, Eduarda Campopiano (PL), que obteve 1,95 milhão de votos, a segunda maior votação da história da Alesp. Pelo PL, também deixam as câmaras Thomaz Henrique (São José dos Campos) e Isaac Antunes (Ribeirão Preto).
No campo da esquerda, a experiência municipal prevalece com as vereadoras Débora Camilo (Santos), Keit Lima (São Paulo) e Mariana Conti (Campinas), todas do PSOL, além de Marina Bragante (PSB), da capital, e Duda Hidalgo (PT), de Ribeirão Preto. Já Rodrigo Mar (PT) chega ao cargo após atuar como assessor legislativo.
No centro-direita, a transição de vereador para deputado estadual ocorre com Leandro Basson (Podemos), de Jundiaí; Delegado Mesquita (PP), de Guarulhos; e Thammy Miranda (PSD), de São Paulo.
A experiência no Poder Executivo também é marcante, com seis ex-prefeitos eleitos:
- Rodrigo Ashiuchi (Suzano - PL)
- Rogério Franco (Cotia - PL)
- Danilo Joan (Cajamar - PP)
- Mário Pardini (Botucatu - PSD)
- Renata Sene (Francisco Morato - Republicanos)
- Rogério Lins (Osasco - Podemos)
Outros nomes com passagens por administrações municipais incluem João Paulo (PL), ex-vice-prefeito de Várzea Paulista, e os ex-vereadores Dr. Edson da Paiol (Podemos) e Kaka do Autismo (Podemos).
Vínculos familiares e influência digital
A nova composição da Alesp registra a eleição de parentes de políticos. Regina Nunes (MDB), esposa do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, focou sua campanha na causa animal. Franco Sardelli (PL) é filho do prefeito de Americana, Chico Sardelli, enquanto Rafael Silva Jr. (PSD) é filho do deputado Rafael Silva e irmão do prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva. Ely Santos (Republicanos), que é deputada federal, é irmã do ex-prefeito de Embu das Artes, Ney Santos.
A projeção em redes sociais e a atuação como influenciadores também garantiram vagas. Além de Campopiano, o grupo conta com o youtuber Fernando Lisboa (PL) e o ex-lutador de MMA Felipe Sertanejo (PL). Policiais militares aposentados, como o Sargento Castro (PP) e o Coronel Paganotto (PL), utilizaram a visibilidade em podcasts para impulsionar suas candidaturas.
Na esquerda, a militância digital é representada por Leonardo Grandini (PT) e Sofia Favero (PSOL), psicóloga e ativista trans focada em direitos humanos e da população LGBTQIA+.
Outros perfis e base governamental
Alguns estreantes chegam ao Legislativo após cargos técnicos ou de assessoria, como Rafael Minatogawa (Missão), ex-subprefeito da Vila Mariana; Capitão Mosart (PL), ex-assessor na presidência de Jair Bolsonaro; e Giovanni Sanches (PL), servidor público em Guarulhos. Henrique Krigner (Novo), comentarista político, também inicia seu primeiro mandato.
No cenário institucional, o governador Tarcísio de Freitas contará com uma base de apoio de 65 dos 94 deputados da Alesp. Paralelamente, a Câmara Municipal de São Paulo passará por reestruturação, já que dez de seus vereadores foram eleitos para a Assembleia Legislativa.