Política

Assembleia Legislativa de São Paulo terá renovação de 41,5% em sua composição a partir de 2027

06 de Outubro de 2026 às 07:11 3 min de leitura

A Assembleia Legislativa de São Paulo terá 41,5% de renovação em sua composição a partir de fevereiro de 2027, com 39 novos deputados entre 14 legendas. O PL tornou-se a maior bancada com 27 cadeiras, enquanto o PT manteve a segunda maior representação com 16 parlamentares. A maioria dos 94 eleitos apoia o governador Tarcísio de Freitas

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Assembleia Legislativa de São Paulo terá renovação de 41,5% em sua composição a partir de 2027
Rodrigo Romeo/ Alesp

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá uma renovação de 41,5% em sua composição a partir de fevereiro de 2027. Dos 94 deputados estaduais eleitos no último pleito, 39 não faziam parte da atual legislatura, distribuídos entre 14 legendas partidárias.

Apesar da entrada de novos parlamentares, a correlação de forças política permanece estável. Dos 77 deputados que buscaram a reeleição, 55 garantiram seus mandatos, consolidando a maioria parlamentar de apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Distribuição partidária e forças políticas

O PL amplia sua hegemonia na Casa, saltando de 21 para 27 cadeiras, mantendo-se como a maior bancada. No campo da oposição, o PSOL registrou crescimento, elevando seu número de parlamentares de cinco para nove. O PT, embora tenha perdido uma vaga, preserva a segunda maior representação com 16 deputados.

Essa configuração institucional, segundo a análise do cientista político Hilton Fernandes, amplia a capacidade de articulação do Executivo, mas pode comprometer a fiscalização legislativa. O especialista alerta que uma base governista excessivamente dominante pode fragilizar o controle democrático e a prestação de contas do governo estadual.

Perfil dos novos parlamentares

A renovação da Alesp é composta por 35 estreantes absolutos e quatro parlamentares que retornam ao cargo, como Luiza Erundina (PSOL), João Paulo Rillo (PT), Douglas Garcia (União Brasil) e Reinaldo Alguz (MDB).

O PL é o partido com a maior contribuição de novos nomes, totalizando 11 estreantes. Entre eles, destaca-se Eduarda Campopiano, a candidata mais votada do estado com 1,95 milhão de votos. Aos 23 anos, a influenciadora digital conservadora e vereadora de Praia Grande será a parlamentar mais jovem da legislatura, com foco em pautas pró-vida e valores de direita. Estima-se que sua votação tenha viabilizado a eleição de outras sete cadeiras para sua legenda.

Outros nomes que chegam à Casa incluem:

  • Ex-prefeitos: Rogério Lins (Podemos), Renata Sene (Republicanos) e Rodrigo Ashiuchi (PL).
  • Vereadores da capital: Thammy Miranda (PSD), Marina Bragante (PSB) e Keit Lima (PSOL).
  • Ativistas: Sofia Favero (PSOL), a terceira candidata mais votada do estado.
  • PT: A legenda terá quatro novos nomes: Duda Hidalgo, Leonardo Grandini e Rodrigo Mar.

Veteranos e movimentações institucionais

Na extremidade oposta à renovação jovem, Eduardo Suplicy (PT) foi o segundo candidato mais votado, com 654.627 votos. A votação do veterano de 85 anos foi decisiva para que o PT mantivesse a segunda maior bancada e conquistasse duas vagas extras. Reeleito para o terceiro mandato consecutivo, Suplicy pretende pautar temas como a renda básica de cidadania, o uso medicinal da cannabis e o combate à desigualdade social.

A saída de parlamentares da Alesp também ocorreu por migração de cargos. O presidente da Casa, André do Prado (PL), foi eleito senador. Outros deputados buscaram vagas na Câmara dos Deputados, como Marina Helou (PSB), Guilherme Cortez (PSOL), Márcia Lia (PT), além de Gil Diniz Bolsonaro, Major Mecca (ambos PL), Altair Moraes e Tomé Abduch (Republicanos), e Milton Leite Filho (União Brasil).

Já a perda de mandato por falta de reeleição atingiu nomes como Leci Brandão (PCdoB), Beth Sahão (PT), Valeria Bolsonaro (PL), Maria Lúcia Amary (PSD), Jorge Wilson Xerife do Consumidor (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (União Brasil).

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