Política

Até 19 estados podem definir a eleição para governador no primeiro turno em 2026

26 de Setembro de 2026 às 06:59 4 min de leitura

Até 19 estados podem definir a eleição para governador no primeiro turno em 2026, superando o recorde de 2010. A tendência é impulsionada pela redução na média de candidaturas, que caiu de 8,3 em 2022 para 7,2. Atualmente, 11 estados possuem favoritos claros para a vitória em 4 de outubro

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Até 19 estados podem definir a eleição para governador no primeiro turno em 2026
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As eleições de 2026 apresentam a tendência de serem as mais curtas para a escolha de governadores desde 2002. Com a redução no número de candidaturas e a polarização das disputas, até 19 estados podem definir seus novos gestores já no primeiro turno, em 4 de outubro.

Se esse cenário se concretizar, o resultado superará o recorde de 2010, quando 18 estados resolveram a disputa na primeira rodada. A média histórica entre 2002 e 2022 é de 15 estados decididos precocemente. Mesmo em uma projeção mais conservadora, considerando apenas as disputas com favoritos claros e as acirradas, o pleito de 2026 já ficaria acima da média e repetiria o patamar de 2010.

Dinâmica das candidaturas e estratégia partidária

A redução do número de nomes nas urnas é o principal motor desse movimento. A média de candidaturas ao governo caiu de 8,3 em 2022 para 7,2 em 2026. Essa mudança reflete um cálculo pragmático das siglas, que buscam evitar o gasto de recursos em candidaturas com baixas chances de vitória ou no custeio de um segundo turno, preferindo concentrar verbas nas chapas proporcionais e em alianças antecipadas.

Com menos concorrentes, a concentração de votos nos principais nomes facilita a superação da barreira de 50% dos votos válidos. Esse fenômeno difere de 2010, quando a definição rápida ocorreu sob um cenário de economia em crescimento e alta aprovação governamental, e de 2018, quando a crise econômica e o descrédito político levaram apenas 13 estados a resolverem a eleição no primeiro turno.

Panorama das disputas estaduais

Atualmente, 11 estados possuem um favorito claro para vencer na primeira rodada: Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Além desses, outras quatro disputas estão acirradas entre dois candidatos, mas com a distância dos demais sendo suficiente para uma definição em 4 de outubro: Alagoas, Bahia, Ceará e Pernambuco. Há ainda a possibilidade de que Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rondônia e Acre sigam a mesma direção, completando o grupo de 19 estados.

Impacto da reeleição e sucessões

A presença de governadores eleitos em 2022 na urna estrutura a polarização. Dos nove que concorrem, cinco são favoritos ao primeiro turno (Piauí, Mato Grosso do Sul) e três estão em disputas acirradas que podem terminar na primeira fase (Ceará, Bahia e Pernambuco). Nesses casos, a eleição assume a característica de um plebiscito sobre a gestão atual. A exceção é o Amapá, onde a disputa é polarizada, mas a liderança pertence ao ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD).

Nos estados onde não há tentativa de reeleição, o fator determinante é a percepção do eleitor sobre se o governo merece eleger um sucessor:

  • Liderança governista: Em Goiás e na Paraíba, onde esse índice atinge ou supera 70%, o candidato da situação lidera com folga.
  • Fragmentação e oposição: Em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Amazonas, o baixo índice de desejo de sucessão fortalece a oposição e empurra as disputas para o segundo turno.
  • Caso atípico: No Paraná, apesar de 65% dos eleitores considerarem que Ratinho Junior (PSD) merece eleger um sucessor, a liderança é de Sergio Moro (PL), enquanto o candidato governista, Sandro Alex (PSD), detém cerca de 20% das intenções de voto.

Perfis dos favoritos

Onde o candidato da situação não lidera isoladamente, destacam-se três perfis de favoritos:

  1. Ex-prefeitos de capitais: João Campos (PSB) em Pernambuco, JHC (PSDB) em Alagoas, Eduardo Braide (PSD) no Maranhão, Allyson Bezerra (União) no Rio Grande do Norte e Lorenzo Pazolini (Republicanos) no Espírito Santo.
  2. Representantes ideológicos: Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul, Cleitinho (Republicanos) e Patrus Ananias (PT) em Minas Gerais.
  3. Lideranças consolidadas: Omar Aziz (PSD) no Amazonas.

Apesar da tendência, a definição total depende de oscilações nas disputas acirradas. Recentemente, os estados do Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo se afastaram da possibilidade de resolução no primeiro turno.

Com informações de G1

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