Augusto Cury propõe mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal
O candidato à Presidência Augusto Cury defendeu um Estado enxuto, a nomeação de Leandro Daiello para a segurança e a redução do mandato de ministros do STF para 8 anos. Em entrevista, propôs a construção de dois presídios federais e criticou o reajuste do Bolsa Família feito pelo governo Lula
Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência, apresentou propostas para a gestão pública e críticas a adversários políticos durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda. nesta quarta-feira (30). O candidato defendeu a implementação de um Estado enxuto, pautado pela liberdade de negócios e pelo empreendedorismo.
Segurança Pública e Gestão Federal
No campo da segurança, Cury sugeriu a nomeação de Leandro Daiello — que atuou como diretor-geral da Polícia Federal entre 2011 e 2017, nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer — para assumir a direção da corporação ou o Ministério da Segurança.
Para fortalecer o sistema prisional e a repressão ao crime, o candidato propôs:
- A construção de, no mínimo, dois novos presídios federais;
- A criação de uma força-tarefa integrada por diferentes órgãos de segurança.
Relação com o Judiciário e STF
Cury manifestou a intenção de dialogar com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para discutir a crise na Corte. O candidato defende o fim da transmissão ao vivo dos julgamentos, argumentando que o tribunal deve atuar com discrição e que os resultados das análises devem ser divulgados apenas às partes envolvidas.
Além disso, o candidato pretende submeter ao Congresso Nacional uma proposta para alterar a duração do mandato dos ministros do Supremo, sugerindo que o período seja fixado em 8 anos.
Críticas Políticas e Econômicas
Em relação ao cenário político, Cury situou Flávio Bolsonaro (PL) entre o centro e a esquerda, afirmando que o adversário não possui um perfil de direita e teria dificuldade em aceitar opiniões divergentes.
O candidato também criticou a gestão do presidente Lula, classificando como "maldade" o reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro. Cury acusou o governo de utilizar o aumento do piso do benefício, que passou de R$ 600 para R$ 691, como estratégia para angariar votos.
O governo federal, por sua vez, justifica que a medida, com pagamentos iniciando em 19 de outubro, visa recompor a inflação acumulada desde março de 2023, utilizando remanejamento de recursos do Orçamento para manter as regras fiscais.