Augusto Cury tem o maior patrimônio entre os candidatos à Presidência da República no TSE
Augusto Cury (Avante) possui o maior patrimônio entre os candidatos à Presidência da República, com R$ 242 milhões, enquanto Samara Martins (UP) registrou o menor valor, de R$ 33 mil. Os dados constam em declarações de bens entregues ao TSE, com prazo de envio até este sábado (15)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/H/h/VBxSjnR9iYzroiVhvwjw/montagem-two-rows-1280x720px-2-.jpg)
As declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam disparidades profundas no patrimônio dos candidatos à Presidência da República. O maior montante registrado até o momento pertence a Augusto Cury (Avante), que declarou R$ 242 milhões, valor 7 mil vezes superior aos R$ 33 mil informados por Samara Martins (UP), a menor declaração entre os postulantes.
O prazo para a entrega dessas informações, que são públicas e consultáveis via plataforma DivulgaCand, encerra-se às 19h deste sábado (15).
Candidatos com maiores patrimônios
Augusto Cury (Avante) lidera a lista de bens, com um total de R$ 242 milhões. A composição desse valor inclui R$ 121 milhões em empréstimos destinados à empresa Filadélfia Nature Participações, R$ 54 milhões em participações societárias e R$ 33 milhões em ações. Seu vice, Júlio Delgado (Avante), declarou R$ 3,5 milhões.
Romeu Zema (Novo) informou possuir R$ 178,7 milhões, o que representa um crescimento de 37,7% desde 2022. A maior parte de seus ativos está em participações empresariais, com destaque para R$ 94,5 milhões em uma holding familiar. Eduardo Girão (Novo), candidato a vice, registrou R$ 34,1 milhões, queda de 6,3% frente a 2018.
Ronaldo Caiado (PSD) apresentou um patrimônio de R$ 52,5 milhões, alta de 111% em relação a 2022. Na mesma chapa, Gilberto Kassab (PSD) declarou R$ 21 milhões, valor 311% superior ao informado em sua última disputa, em 2008.
Wilson Grassi (Democrata) registrou R$ 50 milhões, distribuídos entre participações em sociedades empresariais e bens imóveis, incluindo direitos sobre propriedades financiadas. Sua vice, Suêd Haidar, declarou R$ 460 mil.
Variações patrimoniais e ativos específicos
Flávio Bolsonaro (PL) informou possuir R$ 8,2 milhões, um aumento de 370% comparado a 2018. A variação é explicada principalmente pela aquisição de uma residência em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões. Alfredo Gaspar (PL), seu vice, declarou R$ 565 mil, evolução de 95% desde 2022.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou R$ 4,8 milhões, redução de 35,7% em relação aos R$ 7,4 milhões de 2022. A queda decorre da diminuição de valores em planos de previdência privada (VGBL), que recuaram de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões, além da ausência de créditos de empréstimos pessoais e devoluções judiciais. Já o vice Geraldo Alckmin (PSB) teve alta patrimonial, saltando de R$ 1 milhão para R$ 3,3 milhões.
Clariana Barão (DC) declarou R$ 1,8 milhão, compostos por um veículo Land Rover Discovery Sport (R$ 376 mil), três casas, um apartamento e uma fração de terreno, além de R$ 151,70 em conta corrente. Sua vice, Fabiana Torquato, informou R$ 2,2 milhões.
Declarações de menor monta e ausências
Renan Santos (Missão) declarou R$ 795 mil, divididos entre créditos e poupança (R$ 300 mil), atividade autônoma (R$ 275 mil), participações societárias (R$ 120 mil) e quotas de capital (R$ 100 mil). O vice, Coronel Medina, registrou R$ 1,6 milhão, incluindo uma espada de oficial da PM e uma medalha de ouro de R$ 200 mil.
Edmilson Costa (PCB) informou R$ 454,4 mil, queda de 9,4% em relação a 2014, motivada pela redução de saldo em poupança. Seu principal ativo é a posse de 50% de um apartamento (R$ 350 mil). A vice Cleusa Santos declarou R$ 1,79 milhão, incluindo quatro apartamentos, parte de uma casa e investimentos financeiros.
Samara Martins (UP) registrou o menor patrimônio da disputa, com R$ 33 mil, divididos entre um carro (R$ 29 mil) e poupança (R$ 4 mil). Sua vice, Raquel Bricio, não declarou bens.
Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) registraram a candidatura sem a declaração de bens. Leonardo Avalanche (PRTB) ainda não havia registrado a candidatura até o fechamento dos dados.