Política

Ausência de corrupção é o fator determinante para 31% dos eleitores na escolha presidencial

06 de Setembro de 2026 às 07:47 2 min de leitura

Pesquisa Quaest indica que a ausência de corrupção é o principal critério de escolha para 31% dos eleitores à Presidência, seguida pelo compromisso com a democracia (28%). O envolvimento com esquemas corruptos também é o maior motivo de rejeição para 40% dos entrevistados. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país

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A ausência de envolvimento com a corrupção é o fator determinante para 31% dos eleitores na escolha do candidato à Presidência da República, segundo levantamento da Quaest divulgado neste domingo (6). O dado lidera a lista de características consideradas essenciais para a decisão do voto, seguido pelo compromisso com a democracia, citado por 28% dos entrevistados.

O combate à violência e ao crime aparece como a terceira prioridade, mencionada por 15% da amostra. Em contrapartida, a postura crítica em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi apontada como fundamental por apenas 2% dos respondentes.

Divergências por perfil político

A pesquisa revela disparidades significativas conforme a inclinação ideológica do eleitorado. Entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, a rejeição a casos de corrupção é a característica mais relevante, com 41% de menções. Já entre os simpatizantes de Lula, o critério predominante é a defesa da democracia, citada por 29% do grupo.

Para os eleitores independentes, a prioridade é a integridade contra a corrupção (33%), seguida pela preservação democrática (26%).

Fatores de rejeição

Quando questionados sobre o que torna um candidato inadmissível, a maioria dos entrevistados apontou o envolvimento com a corrupção como o principal motivo para não votar em alguém, com 40% de adesão. A falta de compromisso com a democracia surge em segundo lugar, com 21%, enquanto a fragilidade no combate à criminalidade e violência é o ponto negativo para 13%.

Outros critérios de rejeição incluem a falta de experiência política (5%), a ausência de religiosidade (3%) e a aliança com o STF (3%). Apenas 1% dos eleitores descartariam um candidato por ele ser crítico ao Congresso Nacional ou ao STF.

Metodologia e cenário

O levantamento, encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.

No cenário de primeiro turno, a pesquisa indica as seguintes intenções de voto:

  • Lula: 37%
  • Flávio Bolsonaro: 29%
  • Cury: 10%
  • Renan: 3%
  • Caiado: 1%
  • Zema: 1%.

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