Badri AlBusaidi pede aos EUA a calma após ataque militar ao Irã
Ataque militar dos EUA e Israel ao Irã resultou em centenas de vítimas. O conflito diplomático entre os dois países se aprofunda, após o presidente americano Donald Trump retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã em 2018. A ofensiva deixou pelo menos 201 mortos e 747 feridos no país
A crise diplomática entre os EUA e o Irã ganhou um tom de guerra após ataques militares que deixaram centenas de vítimas. O contexto é complexo: em 2015, o presidente americano Barack Obama assinou um acordo com os iranianos para limitar a capacidade nuclear do país em troca da alívio das sanções econômicas.
No entanto, Donald Trump retirou os EUA desse acordo em 2018. Em meio à pressão e ameaça de guerra, o Irã voltou às negociações com um mediador externo: Badr AlBusaidi, ministro das Relações Exteriores do Omã.
As conversas foram marcadas por mudanças rápidas nos rumos da negociação. Em 22 de fevereiro, o mediador anunciou que uma rodada de discussões entre os dois países ocorreria em Genebra com um "impulso positivo". Dois dias depois, ele afirmou que as conversações haviam alcançado "progresso significativo" e esperava avanços adicionais.
Mas no dia seguinte ao ataque militar dos EUA e Israel, o mediador parecia estar consternado. As negociações foram prejudicadas novamente, segundo Badr AlBusaidi, que pediu aos Estados Unidos para não se deixarem levar pela guerra e reza pelos inocentes que irão sofrer.
O ataque militar dos EUA e Israel ao Irã também gerou preocupações sobre o impacto no mercado internacional. O Estreito de Ormuz é um local estratégico, pois cerca de 20% da produção mundial passam por ali. Se o Irã bloqueasse a área, isso poderia levar à escalada do preço da matéria-prima.
A ofensiva militar deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas, com pelo menos 85 alunas de uma escola para meninas no sul do país sendo assassinadas em um bombardeio.