Brasil manifesta preocupação com a decisão de Daniel Ortega de cancelar eleições na Nicarágua
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil solicitou que a Nicarágua assegure a realização de pleitos livres após o presidente Daniel Ortega cancelar as eleições no país. A decisão do mandatário ocorreu durante as celebrações da *Revolução Sandinista
O governo brasileiro manifestou preocupação com a decisão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de cancelar a realização de eleições no país. Por meio de nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil solicitou que as autoridades nicaraguenses assegurem a promoção de pleitos livres.
O Itamaraty fundamentou o posicionamento ao afirmar que o compromisso do Brasil com a democracia baseia-se na manutenção de eleições transparentes, plurais e periódicas.
Contexto político na Nicarágua
A declaração de Ortega ocorreu durante as celebrações de 47 anos da Revolução Sandinista, no último domingo (19). Na ocasião, o mandatário afirmou que não permitirá o retorno ao governo de partidos que classificou como influenciados por interesses estrangeiros ou ligados ao somozismo.
Ortega, que exerce a presidência desde 2007, acusou a oposição de tentar utilizar o processo eleitoral como ferramenta para a tomada do poder. O presidente, que governa a nação centro-americana há quase duas décadas, interrompeu a expectativa para as próximas eleições presidenciais, que deveriam ocorrer em 2027.
Reações internacionais e governança
A postura do líder nicaraguense gerou críticas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de outras lideranças internacionais.
Desde que reassumiu o cargo, Ortega, em parceria com a vice-presidente e primeira-dama Rosario Murillo, implementou mudanças na constituição, promoveu a repressão à oposição política e estabeleceu um controle rigoroso sobre as instâncias governamentais.