Política

Brasil rebaixa relações diplomáticas com a Argentina após ofensas de Javier Milei contra Lula

13 de Agosto de 2026 às 18:25

O governo brasileiro rebaixou as relações diplomáticas com a Argentina após ofensas do presidente Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva. O embaixador brasileiro Júlio Bitelli foi convocado para consultas e a representação argentina em Brasília ficou a cargo de María Cortés

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O governo brasileiro decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, medida que resultou no retorno do embaixador Daniel Raimondi a Buenos Aires. Com a saída do diplomata, a representação argentina em Brasília passa a ser conduzida pela encarregada de negócios, María Cortés.

A decisão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil é uma resposta direta às ofensas proferidas pelo presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem Milei já classificou como presidiário, ladrão e corrupto. A diplomacia brasileira caracteriza a postura do mandatário argentino como grosseira, agressiva e inédita, condicionando a normalização dos vínculos ao fim dos ataques.

Movimentações institucionais

Como parte da escalada da crise, o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, foi convocado para consultas em Brasília. Na prática diplomática, esse gesto sinaliza descontentamento rigoroso com a gestão do governo local. Nesta quinta-feira (13), o chanceler Mauro Vieira reuniu-se com Bitelli para tratar do cenário bilateral.

Em declaração ao jornal Clarín, Mauro Vieira enfatizou que a Argentina precisa interromper as agressões para que a relação entre as nações seja retomada. O chanceler destacou que, embora o governo brasileiro considere a parceria primordial, é necessário verificar se a administração argentina compartilha da mesma visão.

Posicionamento da Argentina

A chancelaria argentina manifestou pesar diante da decisão brasileira, argumentando que os vínculos entre os dois países devem priorizar os interesses populares, sem estarem subordinados a questões pessoais ou políticas de presidentes.

O chanceler argentino, Pablo Quirno, apresentou posicionamentos divergentes sobre a crise. Inicialmente, afirmou que as diferenças ideológicas entre Milei e Lula não seriam transferidas para o plano institucional. Posteriormente, porém, declarou publicamente que a região atravessa uma transformação ideológica — referindo-se à ascensão de governos de direita em países como Argentina, Chile e Colômbia — e expressou a expectativa de que tal processo ocorra também no Brasil.

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