Caiado propõe extinguir a progressão automática no sistema de ensino caso seja eleito presidente
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado propôs extinguir a progressão automática no ensino, condicionando a aprovação ao desempenho escolar. Ele defendeu a conduta da segurança pública de Goiás e sugeriu ajustes fiscais via revisão de incentivos, redução da máquina pública e extinção de estatais
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Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, propôs a extinção da progressão automática no sistema de ensino caso seja eleito. Em sabatina realizada por veículos de imprensa nesta quarta-feira (26), o candidato defendeu que o avanço dos estudantes nas séries escolares seja condicionado a critérios de nota, resultado e proficiência.
O governador de Goiás utilizou a gestão de seu estado como exemplo, afirmando que não admite a passagem de ano baseada apenas na idade do aluno. Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional permite a progressão automática, embora a implementação da medida caiba a cada estado. Nesse modelo, a reprovação não ocorre anualmente, mas ao término de ciclos específicos, caso o rendimento seja insuficiente.
Gestão de Segurança Pública
Questionado sobre a resistência ao uso de câmeras corporais e os índices de mortes decorrentes de intervenções policiais em Goiás, Caiado classificou a análise dos dados como tendenciosa e defendeu a conduta das forças de segurança.
O candidato comparou as operações em áreas dominadas pelo crime organizado a cenários de guerra, citando o conflito na Ucrânia para ilustrar a inviabilidade do equipamento em tais contextos. Para ele, há uma contradição em analisar imagens posteriormente sem considerar o risco imediato enfrentado pelo policial ao entrar em comunidades sob fogo de criminosos armados.
Ajuste Fiscal e Gastos Públicos
No campo econômico, o candidato reiterou a necessidade de um ajuste nas contas públicas para estabilizar a relação entre a dívida e o PIB logo no primeiro ano de mandato. Como caminhos para viabilizar a meta, Caiado mencionou a possibilidade de:
- Revisão de incentivos fiscais (sem detalhar quais setores seriam afetados);
- Redução da estrutura da máquina pública;
- Extinção de empresas estatais;
- Alterações na destinação de emendas impositivas.
Caiado propôs ainda a criação de um teto para o crescimento das despesas, sugerindo que os gastos sejam corrigidos pela inflação com o acréscimo de apenas 50% do crescimento do PIB do ano anterior. Sob essa regra, o governo precisaria priorizar investimentos ou realizar cortes para acomodar o orçamento.
Quanto à Previdência, o candidato descartou a realização de uma nova reforma no início da gestão e afirmou que não pretende alterar direitos adquiridos, argumentando que tal medida não impactaria o equilíbrio fiscal imediato. A discussão sobre a previdência seria retomada apenas após a reorganização das contas públicas.