Caiado questiona legitimidade de Flávio Bolsonaro para representar o agronegócio em disputa eleitoral
Ronaldo Caiado (PSD) questionou a legitimidade de Flávio Bolsonaro (PL) para representar o agronegócio em entrevista ao MyNews. O candidato criticou a gestão econômica do governo Lula e propôs anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Caiado também sugeriu o confisco de bens de agressores em casos de feminicídio
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD, questionou a legitimidade de Flávio Bolsonaro (PL) para representar o agronegócio, afirmando que a experiência do rival no setor é insuficiente para um debate técnico. Em entrevista ao canal MyNews, o ex-governador de Goiás defendeu que possui a "raiz" do setor, contrastando sua trajetória com a de Flávio.
Disputa pelo setor produtivo e economia
Caiado relacionou a expansão da agricultura em regiões como Goiás, Mato Grosso e o Matopiba ao aumento da renda per capita, da escolaridade e da saúde nas localidades. O candidato criticou a gestão do governo Lula, apontando que a manutenção de taxas de juros elevadas inviabiliza a produção do campo, problema que teria sido agravado pela liberação de crédito extraordinário.
O ex-governador também apontou o desmonte de políticas estruturantes para o agro durante governos do PT, mencionando especificamente a Embrapa. Sobre a atual vantagem de Flávio Bolsonaro no apoio do setor, Caiado atribuiu a diferença à estrutura de campanha, ressaltando que o adversário possui organização política há oito anos, enquanto ele só obteve apoio partidário recentemente via Gilberto Kassab.
Estratégia eleitoral e gestão pública
No cenário do primeiro turno, Caiado afirmou que seu objetivo principal é superar o candidato do PL. Para ele, a presença de Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa seria vantajosa para o presidente Lula, pois o senador chegaria ao confronto final precisando responder a denúncias.
O candidato do PSD também diferenciou a capacidade de entrega de resultados ao cidadão, argumentando que a experiência em cargos públicos é o fator determinante para a governabilidade, algo que, segundo ele, não se aprende estando na Presidência da República.
Segurança pública e anistia
Sobre a gestão de segurança, Caiado citou sua atuação como governador de Goiás e propôs a implementação de medidas rigorosas contra o feminicídio, sugerindo o confisco de bens de agressores. Em relação aos atos de 8 de janeiro, o candidato comprometeu-se a assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados logo no primeiro dia de seu eventual mandato.
Quanto à questão das milícias, o ex-governador declarou que não há distinção entre criminosos de direita ou de esquerda, afirmando que quem utiliza estruturas de proteção para cometer crimes é "mais bandido ainda".