Política

Campanha de Lula decide encerrar discussões sobre relatório da Polícia Federal que menciona Alexandre de Moraes

17 de Setembro de 2026 às 07:38 2 min de leitura

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encerrar debates sobre o relatório da Polícia Federal envolvendo Alexandre de Moraes. A estratégia foca em problemas sociais e crises da gestão de Jair Bolsonaro para elevar a rejeição de Flávio Bolsonaro. O presidente Lula afirmou que ninguém possui privilégios acima da lei

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A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu a estratégia de encerrar as discussões sobre o relatório da Polícia Federal que menciona o ministro Alexandre de Moraes, após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) terminar sem uma definição. A cúpula petista avalia que a manutenção desse tema na pauta política beneficia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

Mudança de narrativa e foco eleitoral

Para contrapor o cenário indicado pela última pesquisa Quaest, que posiciona Flávio Bolsonaro na liderança numérica para um eventual segundo turno, o núcleo duro da campanha de Lula decidiu priorizar a abordagem de problemas concretos da população. O movimento visa desviar a atenção de questões institucionais para a comparação direta entre as gestões de Lula e Jair Bolsonaro.

A tática adotada nas redes sociais consiste em resgatar crises do governo anterior, com destaque para:

  • O tratamento dispensado a pacientes de Covid-19;
  • Episódios de fome que levaram cidadãos a buscar ossos para alimentação;
  • Ataques direcionados a mulheres.

O objetivo central é estimular o anti-bolsonarismo e elevar a rejeição de Flávio Bolsonaro perante os eleitores independentes, buscando desconstruir a imagem da família Bolsonaro.

Distanciamento institucional

Paralelamente, o presidente tenta romper a associação com Alexandre de Moraes. Em entrevista a um podcast nesta quarta-feira (16), Lula reforçou a premissa de que ninguém possui privilégios acima da lei.

Essa movimentação ocorre enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para fundir as imagens do candidato e do ministro do STF, tratando-os como figuras complementares. Para engajar a militância, o grupo bolsonarista utiliza termos como "Alexandre da Silva" e "Lula de Moraes" em plataformas digitais, tentando consolidar a percepção de que ambos representam a mesma vertente política.

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