Campanha de Lula foca em beneficiários do Bolsa Família para ampliar base de apoio eleitoral
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva busca atrair beneficiários do Bolsa Família e eleitores indecisos para reverter o empate técnico com Flávio Bolsonaro, que possui 45% contra 44% das intenções de voto segundo a pesquisa Quaest. A estratégia petista foca no reajuste do auxílio para conquistar eleitores do senador, cuja rejeição entre beneficiários do programa é de 68%
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou seus esforços na reta final da disputa eleitoral para ampliar a base de apoio entre os beneficiários do Bolsa Família. A estratégia visa conquistar eleitores que atualmente declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), identificados pela equipe petista como o grupo com maior potencial de migração de votos antes do pleito de domingo (25).
Para isso, a coordenação de Lula utiliza o envio de mensagens destacando o reajuste do benefício implementado por sua gestão e resgatando falas antigas de Flávio Bolsonaro, que já se referiu ao programa como "Bolsa Farelo". A aposta é que esse segmento seja decisivo, dado que a campanha avalia que as intenções de voto em outros grupos sociais já estão consolidadas.
Estratégias e Propostas
Enquanto Lula utiliza o programa para fortalecer sua vantagem entre a população de menor renda, Flávio Bolsonaro defende a manutenção do benefício. A proposta do senador prevê a ampliação do período de transição para quem conseguir emprego formal ou empreender, evitando a saída imediata do programa.
Além do foco no Bolsa Família, a campanha do presidente mobilizou lideranças regionais para atrair eleitores que não votaram, anularam ou votaram em branco no primeiro turno.
Dados de Intenção de Voto e Rejeição
A pesquisa Quaest, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e realizada entre 17 e 20 de outubro com 2.154 eleitores, indica um cenário de empate técnico no geral: Flávio Bolsonaro detém 45% das intenções de voto e Lula 44%, com margem de erro de dois pontos percentuais.
No entanto, o recorte entre beneficiários de auxílios sociais mostra uma tendência favorável ao presidente:
- Apoio a Lula: subiu de 60% para 62%.
- Apoio a Flávio Bolsonaro: caiu de 31% para 27%.
- Rejeição: enquanto a rejeição geral de Lula é de 47%, entre os beneficiários do programa ela cai para 27%. Já a de Flávio Bolsonaro, que é de 52% no total, atinge 68% nesse grupo específico.
A meta da equipe de Lula é alcançar 70% de aprovação entre os beneficiários do Bolsa Família para reverter o resultado da disputa.
Eleitores Indecisos e Abstenções
O grupo de pessoas que não compareceram às urnas ou votaram em branco/nulo no primeiro turno também é alvo de mobilização. Segundo a Quaest, nesse segmento, 40% manifestam a intenção de votar em Lula, contra 36% que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.