Política

Campanhas para a Presidência da República iniciam a veiculação de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão

29 de Agosto de 2026 às 19:02 3 min de leitura

As propagandas eleitorais gratuitas para a Presidência da República começaram neste sábado (29) no rádio e na televisão. O tempo de antena beneficiou Lula (5min 31s), Flávio Bolsonaro (4min 20s), Ronaldo Caiado (2min 2s) e Augusto Cury (35s). A distribuição seguiu a representação na Câmara e a cláusula de desempenho, excluindo candidatos como Romeu Zema e Renan Santos

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Campanhas para a Presidência da República iniciam a veiculação de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão
Divulgação

As campanhas para a Presidência da República iniciaram, neste sábado (29), a veiculação dos primeiros programas de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O tempo de antena foi distribuído conforme a legislação eleitoral, beneficiando apenas quatro candidatos.

O PT, por possuir uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados e ter firmado alianças com PSB, PDT e a federação PSOL/Rede, garantiu o maior tempo de exposição, com 5 minutos e 31 segundos para Lula. Na sequência, Flávio Bolsonaro (PL) dispõe de 4 minutos e 20 segundos, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury (Avante), com 35 segundos.

Estratégias e abordagens iniciais

A narrativa de Lula dividiu-se entre a exaltação de sua trajetória política e a apresentação de propostas governamentais, como a isenção de imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil e a extinção da escala de trabalho 6x1. Simultaneamente, a campanha adotou um tom ofensivo contra Flávio Bolsonaro, expondo um "currículo" com críticas que incluem a relação do senador com o miliciano Adriano da Nóbrega e a solicitação de fundos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse". O material também relembrou a denúncia de 2020 por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso das "rachadinhas", cujas provas foram posteriormente anuladas pela Justiça devido ao foro privilegiado do parlamentar.

Já a estratégia de Flávio Bolsonaro priorizou a imagem pessoal e familiar, apresentando-se como empresário, advogado e pai. O objetivo central da estreia foi atrair o eleitorado feminino, com a participação de sua esposa, Fernanda, que o descreveu como o membro mais moderado da família Bolsonaro. O candidato focou em temas de economia e segurança pública, reservando ataques diretos a Lula — especificamente sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva — para etapas posteriores da campanha.

Posicionamentos de Caiado e Cury

Ronaldo Caiado utilizou seu tempo para destacar a gestão como governador de Goiás e seus 40 anos de vida pública. O candidato do PSD enfatizou sua atuação no combate a facções criminosas e a implementação de melhorias em infraestrutura e inteligência artificial no estado, além de sua origem como liderança ruralista. A peça publicitária vinculou a atual crise de segurança nacional aos 20 anos de governos do PT.

Por sua vez, Augusto Cury posicionou-se como um agente de despolarização política. Em sua breve inserção, o candidato do Avante utilizou imagens do ataque de 8 de janeiro e do escândalo do mensalão para fundamentar sua proposta de "cura" para o país.

Regras de transmissão e exclusões

A propaganda gratuita é organizada em dois blocos diários de 12 minutos e 30 segundos, transmitidos no rádio (7h e 12h) e na TV aberta (13h e 20h30). A ordem de exibição, definida por sorteio do TSE, começou com Avante, PSD, PL e Coligação Brasil Pronto pra Mais. A partir de domingo, será adotado o sistema de rodízio, onde o último partido do dia abre a programação do dia seguinte.

A distribuição do tempo segue a regra de 10% divididos igualmente entre siglas que cumprem a cláusula de desempenho e 90% proporcionais à representação na Câmara dos Deputados. Devido ao não cumprimento desses critérios, candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) estão ausentes do horário eleitoral.

Ambos os candidatos focam seus esforços em redes sociais e mobilizações presenciais. A campanha de Renan Santos aposta em conteúdos orgânicos gravados durante a rotina do candidato, enquanto a equipe de Zema busca a viralização de vídeos via WhatsApp para compensar a ausência nos meios de comunicação tradicionais.

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