Política

Candidato Renan Santos propõe a extinção gradual da Justiça do Trabalho no Brasil

27 de Agosto de 2026 às 12:44 2 min de leitura

O candidato Renan Santos, do partido Missão, propõe a extinção gradual da Justiça do Trabalho e a criação de um novo modelo de contratação. Ele se opõe ao fim da escala 6x1 e defende a modernização do SUS via *big data

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Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, defendeu a extinção gradual da Justiça do Trabalho, propondo que as demandas trabalhistas sejam transferidas para a Justiça Cível. Durante sabatina realizada por veículos de imprensa, o candidato afirmou que o modelo brasileiro é ineficiente, classificando-o como o pior do mundo e apontando que o Brasil lidera o volume de ações trabalhistas. Para Santos, a substituição do órgão atual é um processo natural e necessário para alinhar o país aos padrões de nações desenvolvidas.

Reformas trabalhistas e jornada de trabalho

O candidato manifestou oposição ao fim da escala 6x1, argumentando que a redução da jornada sem a diminuição dos salários elevaria os custos operacionais das empresas. Segundo Renan Santos, tal medida poderia estimular o desemprego e a informalidade, impactando especialmente os setores de serviços e comércio.

Caso a alteração da escala seja aprovada pelo Congresso Nacional, o candidato afirmou que agirá para reverter a medida, defendendo a implementação de uma nova reforma trabalhista. A proposta, que ainda será detalhada, prevê a criação de um modelo de contratação alternativo à CLT e ao MEI, com o objetivo de reduzir custos e ampliar a formalização do emprego. As diretrizes desse novo modelo incluiriam:

  • Manutenção do limite de 44 horas semanais;
  • Estabelecimento de período mínimo de descanso;
  • Pagamento baseado em hora trabalhada.

Gestão da saúde e tecnologia no SUS

No âmbito da saúde, Renan Santos propôs a "hiperinformatização" do SUS, utilizando big data para otimizar a distribuição de recursos e de medicamentos. O candidato pretende ampliar a capacidade do sistema público por meio da tecnologia, citando como referência o DoctorSV, sistema implementado em El Salvador em colaboração com o Google, com foco na integração de prontuários de pacientes.

Santos admitiu que, anteriormente, via com desconfiança a existência de um sistema público, universal e centralizado, comparando-o a modelos da União Soviética. No entanto, reconhece que o sistema atual enfrenta problemas graves de acesso e defende a modernização tecnológica como uma revolução necessária para a gestão da saúde pública.

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