Política

Candidatos à Presidência da República já gastaram 151 milhões de reais em despesas eleitorais

17 de Setembro de 2026 às 07:38 4 min de leitura

Candidatos à Presidência da República gastaram R$ 151 milhões entre 16 de agosto e 8 de setembro, segundo o DivulgaCand do TSE. Lula registrou a maior despesa (R$ 65 milhões), seguido por Flávio Bolsonaro (R$ 55 milhões) e Ronaldo Caiado (R$ 24 milhões)

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Candidatos à Presidência da República já gastaram 151 milhões de reais em despesas eleitorais
Globo

Os principais candidatos à Presidência da República já totalizaram R$ 151 milhões em despesas eleitorais, conforme dados do DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações, atualizadas até quinta-feira (17), referem-se à prestação parcial de contas do período entre 16 de agosto e 8 de setembro. A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro.

Para o pleito de 2026, o TSE definiu um teto de gastos de R$ 88,9 milhões para a primeira etapa e R$ 44,5 milhões para o segundo turno, permitindo um desembolso total de até R$ 133,4 milhões para quem avançar na disputa. A omissão na prestação de contas final, que deve ocorrer até 30 dias após a eleição, impede a diplomação de candidatos eleitos.

Distribuição de gastos por candidatura

O volume de recursos investidos varia significativamente entre os presidenciáveis:

  • Lula (PT): R$ 65 milhões
  • Flávio Bolsonaro (PL): R$ 55 milhões
  • Ronaldo Caiado (PSD): R$ 24 milhões
  • Romeu Zema (Novo): R$ 4 milhões
  • Renan Santos (Missão): R$ 1,2 milhão
  • Augusto Cury (Avante): R$ 265 mil

Detalhamento das campanhas principais

A campanha de Lula concentra o maior investimento, com destaque para um contrato de R$ 31 milhões com a agência Delta3 Comunicação para marketing e comunicação. A empresa é de propriedade de Raul Rabelo e Francisco Mascarenhas Kertész, que foram sócios de Sidônio Palmeira, atual ministro da Secretaria de Comunicação Social. Outros gastos relevantes incluem R$ 4,2 milhões para a Log Produções & Filmes, R$ 4 milhões em serviços jurídicos (sendo R$ 1,5 milhão para Ferraro e Novaes Advogados) e R$ 2,7 milhões em materiais impressos via NMC Gráfica.

No ambiente digital, o candidato destinou R$ 2,5 milhões para impulsionamento no Facebook e R$ 100 mil no Kwai. A estrutura de eventos consumiu cerca de R$ 3,1 milhões, somando a Kaos Produz, locação de equipamentos e montagem. Houve ainda a distribuição de R$ 950 mil entre diretórios estaduais do PT, com repasses de R$ 100 mil para estados como Sergipe, Tocantins e Rio Grande do Sul, e R$ 50 mil para Acre, Amapá e Roraima.

Flávio Bolsonaro investiu R$ 13,1 milhões em planejamento estratégico e marketing político, além de R$ 5 milhões em planejamento digital com a Paranoá Digital. A campanha criou um canal no YouTube com transmissão 24 horas, custando R$ 3,7 milhões. Na comunicação, foram pagos R$ 3,6 milhões à Algoritmo Dados Estratégia e Comunicação e R$ 3,4 milhões a outra consultoria de imprensa.

A logística aérea de Flávio Bolsonaro somou R$ 2,2 milhões com a Alljet Aviation, enquanto a área jurídica consumiu R$ 3,1 milhões, destinados ao escritório de Maria Claudia Bucchianeri. O impulsionamento em redes sociais totalizou R$ 900 mil, divididos entre DLocal (hub de pagamentos da Meta), Facebook e Kwai.

Estratégias de candidatos com orçamentos reduzidos

Ronaldo Caiado concentrou a maior parte de seus R$ 24,2 milhões em um contrato de R$ 20 milhões com a Épos Brasil para marketing digital e propaganda de rádio e TV. O candidato também gastou R$ 1,1 milhão com táxis aéreos e R$ 925 mil em consultorias jurídicas divididas entre os escritórios Malheiros, Penteado e Toledo e Boverio e Fernandes.

Romeu Zema destinou R$ 4,1 milhões, priorizando a comunicação digital e relacionamento com a imprensa, com um gasto principal de R$ 930 mil em marketing digital. A logística de Zema incluiu R$ 155 mil em agenciamento de viagens e R$ 98,3 mil com a Flapper Private Jets. Na área jurídica, a campanha pagou R$ 470 mil distribuídos entre três escritórios.

Renan Santos, com gastos de R$ 1,2 milhão, focou em publicidade impressa, pagando R$ 292 mil à WBL Gráfica & Editora. O candidato utilizou a plataforma Quero Apoiar para financiamento coletivo, arrecadando R$ 2,1 milhões de mais de 31 mil pessoas. Seus custos de transporte incluíram R$ 85 mil em ônibus leito-cama e R$ 80 mil em passagens aéreas via Decolar.com.

Augusto Cury registrou as menores despesas, totalizando R$ 265 mil. Quase metade desse valor (R$ 120 mil) foi utilizado para impulsionamento no Facebook. A campanha também declarou gastos com assessoria logística (R$ 36 mil), conteúdo audiovisual (R$ 27 mil) e hospedagens de equipe em hotéis (R$ 16,2 mil).

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