Política

Candidatos de direita e esquerda em São Paulo adotaram estratégias opostas de investimento eleitoral

07 de Outubro de 2026 às 07:01 3 min de leitura

Candidatos mais votados a deputado em São Paulo adotaram estratégias distintas de campanha. Nomes de direita priorizaram o impulsionamento digital, enquanto parlamentares de esquerda concentraram recursos em materiais impressos

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Candidatos de direita e esquerda em São Paulo adotaram estratégias opostas de investimento eleitoral
Reprodução

Candidatos mais votados para as cadeiras de deputado federal e estadual em São Paulo apresentaram modelos opostos de investimento durante a última campanha eleitoral. Dados de prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral revelam que nomes ligados à direita priorizaram o impulsionamento de conteúdo e redes sociais, enquanto parlamentares de esquerda concentraram seus recursos em materiais impressos, como folhetos e santinhos.

O levantamento analisou os seis parlamentares que superaram a marca de 500 mil votos no estado, abrangendo quatro vagas para a Câmara dos Deputados e duas para a Assembleia Legislativa (Alesp). O grupo, que soma mais de 18 milhões de seguidores no Instagram, é composto por Lucas Pavanato (PL), Erika Hilton (PSOL), Eduarda Campopiano (PL), Eduardo Suplicy (PT), Sâmia Bomfim (PSOL) e Kim Kataguiri (Missão).

Estratégias de investimento da direita

O maior volume de votos da história de São Paulo para o cargo de deputado federal foi alcançado por Lucas Pavanato (PL), de 28 anos, com 3.038.438 votos. Dos R$ 2.702.190,92 declarados em despesas, metade do montante — R$ 1,352 milhão — foi destinado a ações digitais. O parlamentar, que possui 5,5 milhões de seguidores no Instagram, investiu R$ 352,5 mil em material gráfico.

Seguindo a mesma linha, Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, destinou 61,1% de seus gastos totais (R$ 400 mil de um total de R$ 654.315,52) para o impulsionamento em redes sociais, onde detém 2,5 milhões de seguidores. Ambos os candidatos atuavam como influenciadores conservadores antes da trajetória política.

Já Kim Kataguiri (Missão), de 30 anos, equilibrou os investimentos. Reeleito com 520.071 votos, o deputado declarou gastos totais de R$ 469.244,42, dividindo quase equitativamente os recursos entre impulsionamento digital (R$ 118.438,50) e serviços de postagem e material gráfico (R$ 116 mil).

Prioridades do campo progressista

No campo da esquerda, a tendência foi a valorização do material físico. Erika Hilton (PSOL), de 33 anos, foi a candidata mais votada do setor no estado, com 1.596.383 votos. Apesar de ter 5,3 milhões de seguidores no Instagram, ela destinou R$ 453 mil para material gráfico, enquanto o investimento em estratégia digital e impulsionamento foi de R$ 188 mil, representando 11,5% do total de R$ 1.629.652,72.

Sâmia Bomfim (PSOL), de 37 anos, reeleita com 583.107 votos, apresentou a maior despesa absoluta com impressos entre os analisados, somando R$ 775 mil. Seus gastos com comunicação digital foram de R$ 400 mil, dentro de um orçamento total de R$ 1.975.876,85.

Diferente dos demais, Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos, operou com a estrutura financeira mais reduzida. Reeleito com 654.627 votos, o deputado estadual teve despesas totais de R$ 97.889,25, sendo R$ 30 mil para ações digitais e R$ 2 mil para serviços gráficos.

Com informações de G1

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