Candidatos derrotados na primeira fase da disputa presidencial definem posicionamentos e apoios para segundo turno
Candidatos eliminados da disputa presidencial definiram posturas após a apuração. Augusto Cury pretende deixar a política, enquanto Romeu Zema manifestou oposição ao PT. Ronaldo Caiado discutirá seu posicionamento com o PSD e Renan Santos liberou a escolha de seus eleitores
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Candidatos que não avançaram para a etapa final da disputa presidencial definiram seus posicionamentos e próximos passos após a apuração do último domingo (4). Entre as decisões, destacam-se a saída de figuras da vida pública e a articulação partidária para a definição de apoios entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Definições e afastamentos
O candidato do Avante, Augusto Cury, que encerrou a disputa em terceiro lugar com 2,89% dos votos, optou pelo silêncio quanto a um eventual apoio no segundo turno. Cury declarou a intenção de deixar a política, fundamentado na convicção de que deve se dedicar a outros projetos.
Já Romeu Zema, do Novo, ficou na sexta posição com 0,27% dos votos. O candidato manifestou oposição ao Partido dos Trabalhadores, embora não tenha mencionado nominalmente Flávio Bolsonaro. Zema classificou a missão como cumprida, destacando o fortalecimento da direita e a eleição de parlamentares do seu partido para as casas legislativas, o que auxiliaria o Novo a atingir a cláusula de barreira.
Articulações partidárias e autonomia do eleitor
Ronaldo Caiado, do PSD, obteve 2,18% dos votos e informou que a definição de seu posicionamento para a próxima fase da eleição será discutida internamente. O ex-governador de Goiás pretende alinhar a decisão com Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda. Caiado avaliou positivamente a própria campanha, afirmando ter levado propostas baseadas em sua gestão estadual ao cenário nacional.
Por fim, Renan Santos, do Missão, que alcançou o quarto lugar com 2,24% dos votos, liberou seus eleitores para decidirem autonomamente o voto no segundo turno. Santos ressaltou a continuidade do partido, mas enfatizou a necessidade de uma análise aprofundada sobre a atual conjuntura da política brasileira.