Candidaturas a deputado federal caem 28% para as eleições de 2026 segundo o TSE
As candidaturas a deputado federal para 2026 caíram 28%, passando de 10,6 mil para 7,6 mil, segundo o TSE. O PL lidera em volume de nomes, enquanto o Novo registrou crescimento de 128%. A participação feminina subiu proporcionalmente para 36,6% do total de chapas
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O número de candidaturas a deputado federal para as eleições de 2026 apresentou uma queda de 28%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até sexta-feira (21). O volume de registros recuou de 10,6 mil, em 2022, para 7,6 mil no pleito atual. O movimento é reflexo de reformas eleitorais que estabeleceram critérios mais rígidos para a criação de legendas e exigências de desempenho para o acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão.
Embora o prazo de registro tenha se encerrado, o sistema do TSE ainda pode processar solicitações pendentes, o que pode alterar levemente os números finais.
Concentração de mandatos e redução de siglas
A nova configuração do cenário político favorece quem já ocupa cargos eletivos, especialmente pela capacidade de destinar emendas parlamentares a municípios. Esse fator contribui para que quase 80% dos atuais deputados federais busquem a reeleição. No total, as candidaturas registradas na Justiça Eleitoral caíram de 29 mil para 20 mil, evidenciando uma disputa mais concentrada em nomes já estabelecidos.
A quantidade de partidos participantes também diminuiu, passando de 32 para 28. A retração é resultado de processos de fusão e incorporação:
- O PRD surgiu da fusão entre PTB e Patriota;
- O Solidariedade incorporou o PROS;
- O Podemos incorporou o PSC.
Desempenho das legendas e a estratégia do Novo
O PL assumiu a liderança no ranking de número absoluto de candidatos, crescendo 4,5%, com 534 nomes — superando a marca de 511 de 2022. A sigla utiliza seu enraizamento territorial e a gestão de mandatos para sustentar a viabilidade de sua chapa.
O maior salto percentual, porém, foi registrado pelo Novo, que mais que dobrou sua representação, saltando de 221 para 505 candidatos, um aumento de 128%. A legenda, que ocupava a 21ª posição em 2022, agora é a terceira maior em volume de nomes. A estratégia visa mitigar os riscos da cláusula de barreira, que exige 2,5% dos votos válidos nacionais e ao menos 1,5% em um terço das unidades da federação. Proporcionalmente, o Novo passou a representar 6,6% do total de candidaturas, contra 2,1% no pleito anterior.
Em contrapartida, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) reduziu sua chapa de 533 para 486 nomes, uma queda de 8,8%. Apesar de ter caído para a quarta posição no ranking, a federação ampliou sua participação relativa no total de candidaturas, subindo de 5% para 6,2%. Já o Agir foi a sigla com a maior perda absoluta, registrando uma redução de 72%, ao passar de 373 para 103 candidatos.
Participação de gênero
A redução no volume de candidaturas atingiu ambos os sexos, com queda de aproximadamente 30% entre os homens e 25% entre as mulheres.
| Gênero | Candidaturas 2022 | Candidaturas 2026 |
|---|---|---|
| Masculina | 6.905 | 4.840 |
| Feminina | 3.717 | 2.788 |
Apesar da diminuição numérica, a participação feminina cresceu proporcionalmente, subindo de 35% para 36,6% do total de chapas. A representação masculina, consequentemente, recuou de 65% para 63,4%.