Política

Candidaturas femininas para as eleições de 2026 representam 34,8% do total de registros no TSE

16 de Agosto de 2026 às 18:46

Mulheres representam 34,8% das candidaturas para as eleições de 2026, com 7.134 registros de um total de 20.496 no TSE. O índice cresceu em relação aos 33,8% de 2022, com maior proporção no cargo de vice-governador (42,9%) e em candidaturas proporcionais (35,3%)

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Candidaturas femininas para as eleições de 2026 representam 34,8% do total de registros no TSE
Roberto Jayme/Ascom/TSE

As candidaturas femininas nas eleições de 2026 representam 34,8% do total de registros apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme dados atualizados neste domingo (16). Do universo de 20.496 pedidos de registro para cargos majoritários e proporcionais, 7.134 são de mulheres e 13.362 de homens.

O índice reflete um crescimento em relação ao pleito de 2022, quando a participação feminina era de 33,8% (9.890 candidaturas em um total de 29.262). O cenário contrasta com a composição do eleitorado, no qual as mulheres são maioria, somando 83,9 milhões dos 158,7 milhões de aptos a votar, o que equivale a 52,8% do total.

O prazo para que partidos, coligações e federações registrassem as candidaturas encerrou-se às 19h de sábado (15). Os números ainda podem sofrer alterações devido ao processamento da Justiça Eleitoral e possíveis substituições.

Desempenho por cargo e representatividade

A maior proporção de mulheres ocorre nas disputas para vice-governador, onde representam 42,9% dos nomes (84 de 196), superando os 38,8% registrados em 2022. No cargo de vice-presidente, a participação manteve-se estável em 38,5%, com cinco candidatas entre os 13 nomes.

Já nas disputas para a Presidência da República, houve queda na representatividade. Apenas Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC) concorrem ao cargo, totalizando 15,4% dos 13 candidatos. Em 2022, a proporção era de 30,8%, com quatro mulheres.

Outros recuos e estabilidades foram observados em cargos majoritários:

  • Governos estaduais: 16,4% de participação (32 de 195), contra 17% em 2022.
  • Senado: 21,9% de representação (69 de 315), enquanto em 2022 o índice era de 23,9%.
  • Suplências ao Senado: 30,8% para primeiro suplente (alta frente aos 23,4% de 2022) e 30,7% para segundo suplente (queda em relação aos 34,4% anteriores).

Candidaturas proporcionais e recortes raciais

As vagas para deputado federal, estadual e distrital concentram o maior volume de registros e apresentam avanço na participação feminina, que subiu de 34,1% em 2022 para 35,3% em 2026, totalizando 6.746 mulheres em 19.127 candidaturas.

O crescimento foi linear nas três categorias:

  • Deputado federal: de 35% para 36,5%;
  • Deputado estadual: de 33,5% para 34,4%;
  • Deputado distrital: de 34,8% para 35,5%.

No recorte de cor e raça, a paridade é mais evidente entre candidaturas de pessoas indígenas (44% de mulheres) e pretas (44,2%). Entre os candidatos pardos, a participação feminina é de 33,6%, enquanto entre os brancos é de 32,9% e entre os amarelos, 39,3%.

Mulheres pretas e pardas somam 3.731 registros, o que representa 52,3% de todas as candidaturas femininas, índice ligeiramente inferior aos 53% de 2022.

Distribuição partidária

A UP é a única legenda entre as 30 participantes em que as mulheres são maioria, com 53,2% dos registros. Em 2022, o partido também detinha essa característica, embora com um percentual maior (63,2%).

Em volume absoluto, o PL possui o maior número de candidatas, com 536 mulheres (33% de seus registros). Seguem-se o MDB (488), Republicanos (429), Podemos (423), Novo (420) e PT (402).

Quanto à evolução partidária:

  • O Cidadania registrou um dos maiores crescimentos, saltando de 35,3% para 42,5%.
  • O PL teve alta, passando de 32,3% para 33%.
  • O PT manteve estabilidade (de 36,9% para 36,7%).
  • O Republicanos apresentou recuo, de 33,3% para 33,1%.

No recorte exclusivo de candidaturas proporcionais, todos os partidos que apresentaram nomes superam a marca de 30% de mulheres, variando entre 32,3% (DC) e 48,8% (UP). Os baixos índices gerais do PRTB (10%) e do PCB (21,7%) decorrem de bases reduzidas de candidatos, com o PRTB não apresentando nomes para cargos proporcionais.

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