Cláudio Castro é o único ex-governador com saldo negativo em pesquisa de avaliação da Quaest
Pesquisa Quaest de julho de 2026 indica liderança de Ronaldo Caiado com 87% de aprovação e maior queda de imagem de Cláudio Castro, com 54% de desaprovação. Raquel Lyra teve o maior crescimento de aprovação, enquanto Eduardo Leite registrou recuo para 48%
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A rodada de julho de 2026 da pesquisa Quaest sobre a avaliação de governadores e ex-governadores revela um cenário de estabilidade na maioria das unidades da federação, com exceção do Rio de Janeiro, que apresenta a maior deterioração de imagem do levantamento.
O ex-governador Cláudio Castro é o único do grupo com saldo negativo, registrando 28% de aprovação e 54% de desaprovação. O índice reflete uma queda acentuada: após atingir seu pico de 53% em novembro de 2025, a aprovação recuou para 35% em abril e chegou ao patamar atual em julho, enquanto a rejeição subiu 7 pontos no último trimestre. Atualmente, a gestão interina do estado, conduzida pelo desembargador Ricardo Couto, possui 34% de aprovação e 25% de desaprovação.
Lideranças e estabilidade regional
No topo da avaliação nacional, Ronaldo Caiado mantém a liderança com 87% de aprovação e 7% de desaprovação, superando os 84% registrados em abril. Em Goiás, o sucessor de Caiado, Daniel Vilela, conta com a aprovação de 64% dos eleitores, contra 12% de desaprovação.
No Paraná, Ratinho Júnior registra 81% de aprovação, mantendo índices elevados em todos os recortes de renda, idade, gênero, religião e posicionamento político.
Avanços e oscilações na gestão estadual
O maior crescimento no período foi observado em Pernambuco. A governadora Raquel Lyra elevou sua aprovação de 62% para 68% entre abril e julho, reduzindo a desaprovação de 35% para 23%. Na série histórica, o avanço é expressivo: em agosto de 2025, a governadora tinha 51% de aprovação e 45% de rejeição, resultando em um saldo atual de 45 pontos.
No Pará, Helder Barbalho subiu de 63% para 66% de aprovação antes de deixar o cargo para concorrer ao Senado. A vice Hana Ghassan, que assumiu a gestão e disputará o governo, possui 49% de aprovação e 21% de desaprovação.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas mantém a estabilidade com 55% de aprovação, embora o índice esteja abaixo dos 63% registrados em 2024. De acordo com a Quaest, há sinais de desgaste, pois 38% dos eleitores desejam mudanças pontuais no que não funciona e 33% defendem uma alteração total na gestão, enquanto 26% apoiam a continuidade.
Polarização e tendências de queda
A avaliação de outros governadores reflete divisões ideológicas e tendências distintas:
- Bahia: Jerônimo Rodrigues tem 57% de aprovação. Embora 52% considerem que ele merece a reeleição, apenas 21% desejam que o próximo gestor dê continuidade ao trabalho atual.
- Ceará: Elmano de Freitas registra 52% de aprovação, com forte polarização: 77% de aceitação entre lulistas e 67% de desaprovação entre bolsonaristas.
- Minas Gerais: Romeu Zema manteve 52% de aprovação e 41% de desaprovação. Sua gestão é aprovada por 80% dos bolsonaristas e rejeitada por 55% dos lulistas. O atual governador, Mateus Simões, possui 36% de aprovação.
- Rio Grande do Sul: Eduardo Leite apresenta uma trajetória de queda, com a aprovação recuando de 62% em fevereiro para 48% em julho. A rejeição é de 68% entre bolsonaristas, enquanto a aprovação chega a 64% entre lulistas. Sobre a sucessão, 51% dos entrevistados consideram que o governador não merece indicar seu sucessor.
Detalhes metodológicos
As pesquisas foram realizadas entre 21 e 28 de julho de 2026. As margens de erro variam entre 2 pontos percentuais (São Paulo) e 3 pontos percentuais nos demais estados, com nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram devidamente registrados na Justiça Eleitoral.