Política

Congresso aprova medida que expande competências do Programa de Gerenciamento de Benefícios para reduzir filas do INSS

01 de Setembro de 2026 às 15:40 2 min de leitura

Comissão mista do Congresso aprovou medida provisória que amplia competências do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) para reduzir filas do INSS. O texto equipara a prioridade de revisões à de concessões de benefícios e reduz o prazo de inclusão de processos de 45 para 30 dias. A validade final depende de votação na Câmara e no Senado

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A comissão mista do Congresso Nacional aprovou, nesta terça-feira (1º), a medida provisória que expande as competências do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). A iniciativa, editada pelo governo em junho, visa otimizar a capacidade de análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal, com o intuito de reduzir a fila de processos pendentes.

O parecer favorável foi apresentado pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN). Embora a medida esteja em vigor desde 18 de junho de 2026, a validade definitiva depende agora da votação no plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, da análise do Senado.

Alterações operacionais e prazos

A nova regulamentação promove mudanças significativas na priorização e no fluxo de trabalho do programa. A principal alteração elimina a prioridade exclusiva que era dada às revisões e reavaliações de benefícios assistenciais e previdenciários. Com a aprovação, esses procedimentos passam a ter o mesmo nível de importância que os pedidos de concessão de benefícios (reconhecimento inicial de direitos).

Além disso, o texto reduz o tempo de espera para a inclusão de serviços e processos administrativos no PGB, baixando o prazo mínimo de 45 para 30 dias. A medida também autoriza a inclusão de processos cujo prazo de análise determinado pela Justiça já tenha expirado.

Objetivos institucionais

O governo federal argumenta que essas modificações conferem maior flexibilidade operacional ao PGB, permitindo que a força de trabalho extraordinária seja alocada conforme a demanda real. A redução do prazo de entrada nos processos é vista pelo Executivo como uma ferramenta para acelerar o reconhecimento de direitos e diminuir o estoque de pedidos acumulados.

A estratégia integra os esforços da gestão do presidente Lula para enfrentar a fila do INSS, meta estabelecida durante a campanha eleitoral. O PGB foi concebido especificamente para ampliar a capacidade operacional do órgão e da perícia médica, focando na vazão de processos represados.

Com informações de G1

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