Congresso Nacional terá 33 parlamentares estreantes a partir de 2026 segundo dados do TSE
O Congresso Nacional receberá, em 2026, 33 parlamentares eleitos em sua primeira disputa, sendo quatro senadores e 29 deputados federais. Segundo o TSE, o grupo integra trajetórias em gestões públicas, organizações sociais ou possui vínculos com famílias de influência política
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O Congresso Nacional terá, a partir de 2026, a chegada de 33 parlamentares que conquistaram seus cargos em sua primeira disputa eleitoral. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo é composto por quatro senadores e 29 deputados federais. Embora estreantes nas urnas, esses nomes possuem trajetórias prévias em ministérios, governos estaduais, prefeituras, organizações sociais ou pertencem a famílias com influência política consolidada.
Senadores estreantes
No Senado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) garantiu a vaga pelo Distrito Federal com 938.496 votos. Antes da candidatura, ela comandou o PL Mulher e atuou em campanhas partidárias. Em Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil) foi eleita com 1.458.522 votos; ela coordenou o Gabinete de Políticas Sociais e a Organização das Voluntárias de Goiás.
Em Alagoas, Marina JHC (PSDB) obteve 926.860 votos. Ex-primeira-dama de Maceió, ela integra uma chapa onde a primeira suplente é Eudócia Caldas, mãe de seu marido, João Henrique Caldas (JHC). Já em Rondônia, Bruno Scheid (PL) foi eleito com 474.226 votos, utilizando na campanha a proximidade com Jair Bolsonaro.
Deputados com experiência em gestão e ciência
A Câmara dos Deputados recebe nomes com passagens por cargos executivos e técnicos. Pelo Rio de Janeiro, a socióloga Nísia Trindade (PT), ex-ministra da Saúde e primeira mulher a presidir a Fiocruz, obteve 67.350 votos. Também pelo estado, a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco (PT) foi eleita com 149.726 votos, trazendo sua experiência na educação e no Instituto Marielle Franco.
No Pará, Jader Filho (MDB) conquistou 326.617 votos. Ex-ministro das Cidades e ex-presidente do MDB paraense, ele é filho de Jader Barbalho e irmão do senador eleito Helder Barbalho. Outro perfil de liderança partidária é o de Antonio Rueda (União Brasil), eleito pelo Rio de Janeiro com 155.836 votos, que já presidia nacionalmente seu partido antes de concorrer.
Outros deputados eleitos com histórico em secretarias e órgãos públicos incluem:
- Thiago Ganem (PL-MG): ex-secretário de Esportes de São Paulo e ex-integrante do Ministério do Esporte.
- Dra. Erica (Podemos-AP): ex-secretária Municipal de Saúde de Macapá.
- Vinicius Ferro (MDB-MA): ex-secretário de Planejamento e Orçamento do Maranhão.
- Rodrigo Tavares (PL-MG): ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais.
- Coronel Roveri (Podemos-MT): ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso.
- Delegado Felipe Curi (PP-RJ): ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro.
- Delegado Charles (PV-PI): ex-chefe do Draco da Polícia Civil do Piauí.
- Elias Jabbour (PCdoB-RJ): ex-presidente do Instituto Pereira Passos e consultor do banco dos Brics.
Vínculos familiares e sucessões políticas
A influência familiar foi determinante para diversos eleitos na Câmara:
- Alagoas: Alvinho Lira (PP), de 20 anos, obteve 172.628 votos; seu pai, Arthur Lira, foi eleito senador.
- Bahia: Daniel Alencar (PSD), médico e filho do senador Otto Alencar, recebeu 192.492 votos. Carlos Muniz (PSDB), filho do presidente da Câmara de Salvador, obteve 141.762 votos.
- Ceará: Luisa Cela (PT), ex-secretária de Cultura e filha de Izolda Cela, foi eleita.
- Minas Gerais: Vinicius Diniz (PL), filho do deputado Hercílio Diniz, garantiu a vaga.
- Pernambuco: Gabriel Porto (PSB), filho de Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa estadual, foi eleito.
- Roraima: Rodrigo Mesquita (Podemos), filho de Disney Mesquita, ex-chefe da Casa Civil estadual, ingressa na Câmara.
- Rio de Janeiro: Márcio Rezende (PSD) é irmão do prefeito de Macaé.
- Sergipe: Cláudio Mitidieri (PSB), ex-secretário de Saúde e primo do governador Fábio Mitidieri, foi eleito.
Outros perfis e trajetórias
O grupo de estreantes também abrange influenciadores, advogados e empresários. Em São Paulo, Natália Boulos (PSOL), advogada com histórico no MTST e na direção do partido, foi eleita. No Mato Grosso, Virginia Mendes (União Brasil), ex-primeira-dama de Cuiabá e do estado, e Thiago Boava (PL), produtor rural e influenciador, conquistaram vagas.
Entre os jovens com alta votação, destaca-se Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, que obteve 524.219 votos. No Paraná, o advogado Jeffrey Chiquini (Novo) recebeu 425.399 votos. Já Julia de Castro (PL-RJ), historiadora, chega ao cargo após a vice-presidência nacional do PL Jovem.
O setor empresarial também está representado por Felipe Show (União Brasil-AP) e Ditinho Avivip (União Brasil-BA), ambos com trajetórias no comércio de seus respectivos estados.