Coordenador de campanha de Lula defende a criação de código de ética para o Judiciário
Edinho Silva defendeu a criação de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público. Paralelamente, parlamentares governistas pediram ao STF a quebra de sigilo do caso Dark Horse e a suspeição do ministro André Mendonça. A PF investiga a negociação de R$ 134 milhões entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro para a produção de um filme
Edinho Silva, coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta quarta-feira (2) a implementação de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o sistema político e judicial brasileiro atravessa uma crise profunda e defendeu que ninguém deve estar acima da lei, independentemente do cargo ocupado.
O coordenador criticou a existência de supersalários e a relação entre interesses públicos e privados, além de cobrar transparência total no controle de gastos públicos e o fim do modelo atual de emendas parlamentares.
Reações no Supremo Tribunal Federal
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, declarou que anunciará medidas nos próximos dias referentes a fatos sob análise da Corte. Fachin ressaltou que a autoridade do cargo impõe deveres e responsabilidades em vez de privilégios, destacando a necessidade de preservar a confiança da população.
As declarações ocorrem em um cenário de tensão envolvendo revelações sobre a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de uma reunião ocorrida em março de 2025 entre Vorcaro e o ministro André Mendonça. Até o momento, o presidente Lula não se manifestou publicamente sobre o episódio.
Pedido de quebra de sigilo e suspeição
Deputados de partidos governistas — PT, Rede, Psol e PCdoB — protocolaram uma petição ao presidente do STF solicitando a quebra de sigilo das investigações do caso Dark Horse. A apuração trata de recursos destinados por Daniel Vorcaro para a produção de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Os parlamentares argumentam que a manutenção do sigilo, enquanto outras investigações políticas são tornadas públicas, pode influenciar a vontade do eleitor durante o período eleitoral. No documento, os deputados solicitam que o ministro André Mendonça seja declarado suspeito para atuar como relator do inquérito do Banco Master.
A contestação baseia-se no fato de Mendonça ter se reunido com Vorcaro no início de 2025, meses antes de ser designado relator do caso na Corte, em fevereiro de 2026.
Investigação sobre financiamento de filme
A Polícia Federal conduz a investigação sobre a possível negociação de R$ 134 milhões entre Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro para o investimento no filme sobre o ex-presidente. Vorcaro, ex-banqueiro, é investigado por fraudes bilionárias e encontra-se preso.