Defesa de Jair Bolsonaro pede ao STF autorização para que Flávio Bolsonaro visite o ex-presidente
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes a autorização para que o ex-presidente receba visitas do filho, Flávio Bolsonaro. O requerimento visa restabelecer o regime normal de visitas após a apuração do primeiro turno das eleições
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a autorização para que o ex-presidente receba a visita do filho, Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. O requerimento, enviado nesta segunda-feira (5), busca o restabelecimento do regime normal de visitas ao ex-presidente, sob a justificativa de que as restrições atuais não são mais necessárias.
O pedido ocorre após a apuração do primeiro turno das eleições, momento em que a defesa argumenta a importância de preservar a convivência familiar e pessoal de Bolsonaro durante o cumprimento de sua pena, assegurando que tal medida não comprometeria a segurança ou a fiscalização já impostas.
Restrições judiciais e regime de pena
A proibição de encontros entre pai e filho foi determinada por Moraes em 13 de julho, com validade de 90 dias, encerrando-se no próximo domingo, 11 de outubro. A medida foi aplicada após o senador ler uma carta de Jair Bolsonaro durante uma transmissão em rede social, o que foi interpretado pelo ministro como um desrespeito à decisão que impedia o ex-presidente de utilizar plataformas digitais.
Posteriormente, em 17 de julho, o ministro manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro — concedida por motivos de saúde —, mas estabeleceu que o ex-presidente não poderia receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término do ciclo eleitoral de 2026.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, após condenação do STF por tramar um golpe de Estado após a derrota nas urnas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o novo pedido da defesa.
Cenário eleitoral
O pedido de visita acontece em um contexto de disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). A diferença de votos entre os dois candidatos no primeiro turno foi de aproximadamente 2,2 milhões, a menor margem já registrada em primeira etapa de eleição presidencial desde a redemocratização do Brasil.
Como nenhum dos postulantes atingiu a maioria absoluta dos votos válidos, a decisão sobre a Presidência será definida no segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro.