Política

Desaprovação do governo Lula atinge 50% dos eleitores segundo pesquisa Quaest

07 de Setembro de 2026 às 18:42 2 min de leitura

A desaprovação do governo Lula chegou a 50% e a aprovação caiu para 43%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento indica que 38% dos eleitores avaliam a gestão como ruim ou péssima e 28% declaram possuir muitas dívidas

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A desaprovação do governo Lula atingiu 50% dos eleitores, enquanto a aprovação recuou para 43%, conforme dados da pesquisa Quaest divulgados nesta segunda-feira (7). O cenário marca o fim do empate técnico entre os dois índices, que agora apresentam uma distância de sete pontos percentuais.

Em comparação ao levantamento de 2 de setembro, houve uma oscilação de dois pontos para cima na desaprovação (que era de 48%) e a mesma redução na aprovação (que era de 45%). Outros 7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Avaliação de desempenho e percepção econômica

A análise detalhada sobre a gestão federal indica que 38% dos eleitores classificam o governo como ruim ou péssimo, um aumento de um ponto percentual frente aos 37% registrados no início de setembro. Já a avaliação positiva, que soma as notas ótimo e bom, caiu de 35% para 34%. A percepção de que o governo é regular manteve-se estável em 25%, enquanto 3% não souberam responder.

No campo econômico, a percepção do eleitorado permaneceu inalterada desde o dia 2 de setembro:

  • Situação do país: 49% acreditam que piorou nos últimos 12 meses, 29% consideram que ficou igual e 19% avaliam que houve melhora.
  • Renda familiar: 54% dos entrevistados afirmam que a renda não aumentou ou cresceu em ritmo inferior ao custo de vida. Desse grupo, 33% não tiveram aumento e 21% relatam alta insuficiente. Outros 33% veem a renda equiparada ao custo de vida, enquanto 10% afirmam que o ganho superou a inflação.

Endividamento da população

O levantamento aponta um crescimento no nível de endividamento dos brasileiros. Desde 5 de agosto, o percentual de pessoas que declaram possuir muitas dívidas subiu de 22% para 28%.

Nesse mesmo intervalo, houve queda nos demais grupos: os que afirmam não ter dívidas recuaram de 31% para 27%, e a parcela que relata poucas dívidas diminuiu de 47% para 44%. Um percentual de 1% não soube responder.

Metodologia

A pesquisa, encomendada pela Globo, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-01720/2026.

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