Donald Trump declara apoio total ao candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella na Colômbia
Donald Trump declarou apoio ao candidato Abelardo de la Espriella para as eleições presidenciais da Colômbia. O presidente americano também elogiou Flávio Bolsonaro e classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O secretário de Estado, Marco Rubio, excluiu o Brasil do grupo de aliados estratégicos dos Estados Unidos
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Donald Trump consolidou sua estratégia de influência política na América Latina ao declarar apoio total e irrestrito a Abelardo de la Espriella, candidato de extrema direita nas eleições da Colômbia. Referindo-se ao aliado como “O Tigre”, o presidente americano exaltou as conquistas pessoais e o respaldo político de Espriella, que disputará a presidência no dia 21 contra o senador Iván Cepeda. Trump classificou Cepeda, que possui o apoio do atual presidente colombiano Gustavo Petro, como um marxista de esquerda radical.
A movimentação na Colômbia segue o padrão de intervenções em pleitos estrangeiros adotado por Trump no ano anterior, quando apoiou abertamente Javier Milei na Argentina, além de Daniel Noboa no Equador e Nasry Asfura em Honduras, todos vencedores em seus respectivos processos eleitorais. No caso argentino, o governo dos Estados Unidos viabilizou um pacote de resgate de aproximadamente US$ 40 bilhões para fortalecer Milei e seu partido antes das votações legislativas de outubro.
No Brasil, a relação com o governo atual é marcada por tensões e medidas restritivas, incluindo a recente implementação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais. Em contrapartida, Trump utilizou suas redes sociais para elogiar Flávio Bolsonaro, descrevendo o pré-candidato do PL como um jovem inteligente e patriota, após um encontro ocorrido na semana passada no Salão Oval da Casa Branca. Como resultado direto dessa reunião, os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, demanda defendida por Bolsonaro.
O alinhamento ideológico do governo americano ficou evidente em audiência no Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira. Na ocasião, o secretário de Estado, Marco Rubio, listou o Brasil ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela, excluindo o país do grupo de aliados estratégicos da administração Trump na região.