Eleição de Flávio Bolsonaro reuniria núcleo de ex-ministros no centro das decisões políticas do país
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na Presidência da República reuniria cinco ex-ministros, atualmente em cargos no Executivo, Legislativo e Judiciário, no centro das decisões políticas. O grupo teria influência direta em novas nomeações para o Supremo Tribunal Federal
Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República promoveria a reestruturação de um núcleo de influência consolidado durante a gestão de Jair Bolsonaro. Esse grupo, composto por cinco ex-ministros que atuavam como conselheiros em períodos de crise, retomaria o centro das decisões políticas do país.
Distribuição estratégica de poder
Atualmente, os integrantes desse grupo ocupam ou pleiteiam posições em diferentes esferas institucionais:
- Tarcísio de Freitas: Governador de São Paulo, com projeção nacional ampliada após reeleição.
- Rogério Marinho: Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e candidato à presidência do Senado Federal.
- André Mendonça: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), atuando como um dos principais contrapontos a Alexandre de Moraes na Corte.
- Jorge Oliveira: Membro do Tribunal de Contas da União (TCU) e apontado como possível indicado ao STF em caso de vitória de Flávio.
- Wagner Rosário: Controlador-geral do estado de São Paulo.
A ascensão de Flávio Bolsonaro ao Planalto significaria a reconexão desse grupo, que hoje opera de forma descentralizada entre o governo paulista, o Legislativo e órgãos de controle e judiciário.
Impactos institucionais
A retomada do Executivo por esse núcleo permitiria a influência direta sobre novas nomeações para o Supremo Tribunal Federal, pauta que já integra o discurso de campanha de Flávio Bolsonaro.